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Leia o trecho da crônica de Marcos Rey para responder às questões de números 08 a 10.
Atchim!
Há pessoas que nunca se resfriam. Invejo-as. Qualquer excesso de gelado, ventinho nas costas, mudança brusca de temperatura, ar condicionado me causam logo um resfriado, com direito a todas as suas terríveis fases: rouquidão, coriza, febrícula, dores...
Nessa São Paulo, outrora da garoa, havia uma boa barreira – o chapéu – contra essa doença que não mata, mas chateia como poucas. Apesar de útil e charmoso, indispensável nos filmes do gênero noir*, caiu de moda em benefício das farmácias.
Muitos, no entanto, procuram extrair proveito da inatividade imposta pelo resfriado. Meu irmão Mário, ao primeiro sintoma, pegava o “Dom Quixote” da estante e enfiava-se na cama para reler mais uma vez a grande obra de Cervantes. Gripinha cultural! Outros preenchem o tempo pondo as gavetas em ordem, coisa que nenhuma pessoa sadia, em seu estado normal, gosta de fazer. Há quem prefira rever fotografias. É o momento de visualizar o já vivido, catalogar impressões, rasgar, colar, ordenar. O resfriado ensina que a vida não passa de uma sequência de imagens.
(VEJA SP, 12.03.1997. Adaptado)
* filmes do gênero noir: realizados na década de 40, com histórias de suspense, investigativas; mulheres provocantes e visão pessimista da sociedade.
Considere os trechos do texto.
• ... caiu de moda em benefício das farmácias. (2º parágrafo)
• coisa que nenhuma pessoa sadia, em seu estado normal, gosta de fazer. (3º parágrafo)
De acordo com o sentido do texto e com a norma-padrão, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:
em prol às farmácias; aplica-se à fazer
em auxílio às farmácias; recusa-se em fazer
em detrimento das farmácias; empenha-se em fazer
em associação com as farmácias; nega-se à fazer
em favorecimento das farmácias; dispõe-se a fazer