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Grafite: Eduardo Kobra. Foto: Charles Humpreys. São Paulo. Disponível em: https://www.b...

Grafite: Eduardo Kobra. Foto: Charles Humpreys. São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com. Acesso em: 22 ago. 2022.


Inicialmente, a natureza transgressora do grafite foi encarada pelo Estado como vandalismo no espaço público e como um perigo para a conservação da propriedade privada, devendo-se, portanto, combatê-lo. Com o tempo, contudo, essa concepção marginal transformou-se, incidindo em uma valorização aceitável pelo Estado e positiva para a sociedade. Essa transição do grafite, de arte marginal para manifestação artística reconhecida e aceita, tem revelado aspectos importantes não somente para os profissionais do grafite, mas para a sociedade como um todo, pois incorpora a possibilidade de ele ser um produto artístico de valor cultural, econômico e ideológico.


PIRES, E. M.; SANTOS, F. A. A cidade de São Paulo e suas dinâmicas: graffiti, Lei Cidade Limpa e publicidade urbana. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material. v. 26, São Paulo, 2018 (adaptado).


Considerando-se o texto e a imagem apresentados, é correto afirmar que o grafite consiste em uma


A

expressão popular associada à contestação e, por isso, não é reconhecido como arte.


B

expressão convencional de hierarquias consolidadas ao longo do tempo e ainda presentes na sociedade.


C

expressão cultural que problematiza os valores e as relações da sociedade com os espaços onde é produzida.


D

intervenção urbana que traz prejuízos para a sociedade porque gera conflitos latentes entre diferentes classes sociais.


E

intervenção estética realizada com o propósito de embelezamento padronizado dos espaços urbanos pelo uso de cores intensas e contrastantes.