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Texto IA Carlos Drummond de AndradeNão há...

Texto I


A Carlos Drummond de Andrade

Não há guarda-chuva

contra o poema

subindo de regiões onde tudo é surpresa

como uma flor mesmo num canteiro.


NETO, J. C. de M. Obra completa. Editora Nova Aguilar: Rio de Janeiro, 1994.


Texto II


Dez poemas mais um

E, por último, sem que isto seja o fim,

não há guarda-chuva, João,

contra os enguiços do poema,

o qual jamais é a deusa

tal como o poeta a viu

(em silêncio e na matriz).

Razão por que, fingindo,

ele inventa pedaços

de um canto

que ouviu por inteiro.


VIEIRA, A. Mitografias. Mindelo: Ilhéu Editora, 2007.


Com base no poema do brasileiro João Cabral de Melo Neto e no do cabo-verdiano Arménio Vieira, avalie as afirmações a seguir.


I. A intertextualidade entre os poemas torna-se evidente porque ambos fazem referência a um renomado poeta.

II. Nos poemas, encontram-se reflexões acerca do fazer poético, entendido como trabalho racional.

III. A expressão “não há guarda-chuva contra” possui significação diferente em cada poema.

IV. A referência às “regiões onde tudo é surpresa” (Texto I) e aos “enguiços do poema” (Texto II) remetem ao esforço da produção poética.


É correto apenas o que se afirma em


A

I e III.


B

II e III.


C

II e IV.


D

I, II e IV.


E

I, III e IV.