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Segundo Koch e Elias (2006, p. 137-138), “para garantir a...

INSTRUÇÃO: As questões 01 a 07 devem ser respondidas com base na leitura do Texto I.


Texto I


Biscoito recheado pode tirar até 39 minutos de vida


Pesquisa avaliou o impacto dos 33 alimentos que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros


Publicada na revista científica International Journal of Environmental Research and Public Health (Revista Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública), pesquisa de cientistas da USP (Universidade de São Paulo), da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU) indica que o brasileiro perde em média 6 minutos de vida por porção de comida se consumida com frequência, apontando um padrão alimentar que pode estar contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis no país. As perdas são referentes a um consumo ao longo da vida, ou seja, frequente, e não a um consumo imediato por porção. Para medir esse tempo, a análise foi feita usando um sistema desenvolvido por pesquisadores americanos que estima minutos de vida ganhos ou perdidos conforme as características nutricionais dos itens.

O estudo avaliou o impacto dos 33 alimentos que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros, e o pior deles foi o biscoito recheado. Em ordem, os piores alimentos avaliados foram o biscoito recheado (-39,69 minutos), a carne suína (-36,09 minutos) e a margarina (-24,76 minutos). Já as melhores avaliações ficaram com peixe de água doce (+17,22 minutos), banana (+8,08 minutos) e feijão (+6,53 minutos).

Os resultados mostram que a maior parte dos alimentos mais consumidos no Brasil foram avaliados negativamente, estando associados à perda de minutos de vida. Segundo os pesquisadores, os dados não indicam necessariamente que toda refeição com esses alimentos tira minutos de vida de forma imediata, mas alertam para o desequilíbrio geral do padrão alimentar atual do brasileiro. O estudo constata que, apesar de ter alimentos benéficos, como arroz, feijão e banana, a dieta brasileira está marcada pelo aumento de consumo de carnes e alimentos ultraprocessados, em detrimento de frutas e verduras.

“Isso pode estar contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como a diabetes”, diz Marhya Júlia Leite, nutricionista e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da USP, uma das autoras do artigo. “Isso reforça a importância de buscar um equilíbrio, com maior presença de vegetais na dieta e menor consumo de produtos animais”, afirma Leite. Segundo ela, os dados podem auxiliar na orientação de políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos vegetais e reduzam o consumo de ultraprocessados. BISCOITO recheado pode tirar até 39 minutos de vida. Jornal O Tempo [online], Belo Horizonte, 09 de maio de 2025.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/saude-e-bem-estar/2025/5/9/biscoito-recheado-pode-tirar-ate-39-minutos-de-vida-saudavel-diz-estudo-brasileiro?appId=aemshell. Acesso em: 10 mai. 2025. (Adaptado).

Segundo Koch e Elias (2006, p. 137-138), “para garantir a continuidade de um texto é preciso estabelecer um equilíbrio entre duas exigências fundamentais: repetição (retroação) e progressão. [...] Às retomadas ou remissões a um mesmo referente dá-se o nome de progressão referencial”.


Nos trechos do texto I a seguir, a progressão referencial da expressão em destaque está corretamente descrita entre parênteses, exceto:


A

no 4º parágrafo: “Isso pode estar contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como a diabetes [...].”

(a expressão faz remissão a um trecho anterior por meio de uma forma pronominal resumitiva)


B

no 2º parágrafo: “O estudo avaliou o impacto dos 33 alimentos que mais contribuem para a ingestão energética dos brasileiros, e o pior deles foi o biscoito recheado.”

a expressão faz remissão ao mesmo referente por meio de um sinônimo ou quase sinônimo)


C

no 1º parágrafo: “As perdas são referentes a um consumo ao longo da vida, ou seja, frequente, e não a um consumo imediato por porção.”

(a expressão faz remissão a um trecho anterior por meio de uma forma substantiva genérica)


D

no 4º parágrafo: “Segundo ela, os dados podem auxiliar na orientação de políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos vegetais e reduzam o consumo de ultraprocessados.”

(a expressão faz remissão ao mesmo referente por meio de uma forma pronominal de terceira pessoa)