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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Mala de Pedras
Certa vez, ao pedir informações, um rapaz confundiu esquerda com direita. Isso me fez pensar na dificuldade que muitos tem em se orientar no espaço — e, quem sabe, no tempo também.
Vi isso no meu neto Guilherme, de três anos, aprendendo com entusiasmo os sentidos de frente, trás, direita. Mas mesmo nós, adultos, às vezes, erramos o rumo. Olhamos para frente, mas enxergamos para trás.
Seguimos o retrovisor, presos ao passado, como atores repetindo o mesmo roteiro. O que já vivemos pesa como uma mala cheia de pedras, nos impede de ver com clareza o que podemos ser.
Nossa história deve ser bagagem útil, não fardo. O menino aprenderá logo. E eu também quero aprender: largar parte dessa carga, limpar os óculos da alma.
"Tudo passa", dizia a tatuagem de um jogador. Sim, mas às vezes as marcas ficam. Ainda assim, vale tentar — deixar a mala para trás e seguir com um novo olhar.
Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado
https://cronicaseagudas.com/2022/10/02/mala-de-pedras/
No trecho "Mas mesmo nós, adultos, às vezes, erramos o rumo", observa-se o uso do acento indicativo de crase em "às vezes". Considerando as regras gramaticais da norma-padrão quanto ao emprego da crase, analise as afirmativas a seguir e assinale a CORRETA:
O acento grave indica a fusão da preposição "a", exigida pela regência da forma verbal "erramos".
A presença da crase é obrigatória, pois a locução "às vezes" constitui uma locução adverbial feminina de tempo.
O acento grave indica a fusão da preposição "a", exigida pela regência nominal da expressão.
Trata-se de um caso facultativo de crase, já que locuções adverbiais de tempo não exigem obrigatoriamente o uso do acento grave.