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Considere as seguintes obras representativas da prosa literária potiguar:
I | Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta. |
II | A Princesa de Bambuluá, de Câmara Cascudo. |
III | Rua da Estrela, de Nei Leandro de Castro. |
IV | Francisca, de Ana Cláudia Trigueiro. |
Analise as afirmativas, relacionando obras e autores indicados em cada item, e assinale a opção correta.
A prosa potiguar marca-se pela rigidez de formas narrativas e pela forte predominância da estética modernista, centrando-se, sobretudo, nas representações da seca (I e IV) e da figura do vaqueiro nordestino (III), como arquétipos dominantes em seus diversos gêneros, com exceção dos temas folclóricos presentes na obra de Câmara Cascudo (II).
A prosa potiguar manifesta-se em múltiplos gêneros, como o ensaio (I), o conto (II), a crônica (III) e o romance (IV), revelando uma produção literária que atravessa o tempo ao tematizar a crítica social, a memória cultural, a experiência urbana e o universo feminino, por meio de vozes diversas que vão de Nísia Floresta a Ana Cláudia Trigueiro.
As crônicas de Nísia Floresta (I) e os contos de Ana Cláudia Trigueiro (IV) mostram que, a despeito da diversidade de gêneros, a prosa potiguar manteve-se essencialmente voltada ao folclore e à memória cultural, que têm em Câmara Cascudo (II) sua maior referência, excluindo-se as experiências urbanas e subjetivas de Nei Leandro de Castro (III).
As crônicas de Câmara Cascudo (II) e os contos de Nei Leandro de Castro (III) seguem a mesma matriz regionalista e assumem a oralidade como principal recurso expressivo, prescindindo de inovações formais ou temáticas, a fim de preservar o folclore potiguar, sendo Nísia Floresta (I) e Ana Cláudia Trigueiro (IV) exceções a essa matriz.