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Sobre a morfologia das palavras, assinale a alternativa...

Leia o Texto 2 para responder às questões de 22 a 30.


Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO


Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)


Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?


Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.


Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?


Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/o-linguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

Sobre a morfologia das palavras, assinale a alternativa correta.


A

Em “Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr.”, o vocábulo destacado é resultado de uma derivação a partir de uma base adjetiva.


B

Em “Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?”, o vocábulo destacado é resultado de uma composição a partir de uma base verbal e de uma base substantiva.


C

Em “Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas.”, o vocábulo destacado é resultado de uma derivação a partir de uma base adjetiva.


D

Em “Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”, o vocábulo destacado é resultado de uma derivação a partir de uma base verbal.


E

Em “Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro.”, o vocábulo destacado é resultado de uma composição a partir de uma base substantiva e de uma base adjetiva.