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Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram...

Atenção: Considere a crônica "Beijinho, beijinho", de Luis Fernando Verissimo, para responder às questões de números 1 a 5.


Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade e o frescor de duas adolescentes.

No carro, depois da festa, o Marinho comentou:

— Bonito o discurso do Amaro.

— Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.

— O quê?

— Marido quando começa a elogiar muito a mulher...

Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.

— Mas eles parecem cada vez mais apaixonados - protestou Marinho.

— Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?

— É mesmo...

— Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.


(VERISSIMO, Luis Fernando. Veríssimo antológico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020)

Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas? (9° parágrafo)


No contexto em que se insere, a oração sublinhada expressa ideia de


A

causa.


B

concessão.


C

tempo.


D

consequência.


E

conclusão.