Imagem de fundo

Encontra-se, no título da obra de Manuel de Barros, "O...

LEIA O TEXTO DE MANOEL DE BARROS PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 17 E 18.

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a

doença delas.

Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.

Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.

- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.

Ele fez um limpamento em meus receios.

O padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da

vida um certo gosto por nadas ...

E se riu.

Você não é de bugre? – ele continuou.

Que sim, eu respondi.

Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –

Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.

Há que apenas saber errar bem o seu idioma.

Esse Padre Ezequiel foi o meu professor de agramática.

O livro das ignorãças (1993), Manoel de Barros

Encontra-se, no título da obra de Manuel de Barros, "O Livro das Ignorãças", uma transcrição fonológica:


A

fiel à pronúncia tensa da palavra "ignorância".


B

de um registro oral com monotongação de ditongo.


C

equivocada por não registrar a consoante no final da penúltima sílaba da palavra.


D

artificial, sem respaldo na oralidade brasileira.