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As questões de 42 a 46 se referem ao texto a seguir.
COMO A HUMANIDADE TROCOU OS BANHOS COLETIVOS POR CHUVEIROS
Os brasileiros são famosos em todo mundo por seu hábito de tomar muitos banhos – mas não é só uma fama. De acordo com uma pesquisa recente de 2024, realizada pela World Population Review (organização independente que fornece dados demográficos e populacionais globais atualizados), o povo brasileiro é o campeão mundial em frequência de banhos, com uma média de dois banhos diários de chuveiro.
Para o norte-americano médio, o dia não está completo sem uma ducha, ao menos. Mais de 60% dos adultos dos Estados Unidos relataram tomar banho pelo menos uma vez por dia, por uma média de 8,2 minutos a cada vez, de acordo com uma pesquisa pública de 2021.
Por mais indispensáveis que sejam hoje, os chuveiros (ou duchas) são uma adição relativamente nova à civilização humana. Durante a maior parte da história humana registrada, que remonta a aproximadamente 3 mil anos a.C., as evidências sugerem que os banhos comunitários desempenhavam um papel central na vida diária. Desde os antigos banhos gregos até os onsen japoneses, pessoas de todas as classes sociais se reuniam nas casas de banho para se exercitar, tomar banho e socializar.
Hoje em dia, as pessoas gostam mais de tomar banho sozinhas do que de banhos sociais, priorizando a eficiência em detrimento da comunhão e do relaxamento. Mas, por mais arraigado à cultura atual que o banho de chuveiro possa parecer, a prática não é necessariamente preferível do ponto de vista da saúde. Os especialistas refletem sobre a evolução da cultura do banho e o que foi ganho e perdido no processo.
Como parte central da vida, as práticas de banho ao longo da história refletiram as mudanças nos ideais de cuidado pessoal e saúde.
Na Antiguidade, especialmente no Império Romano, o banho era quase que inteiramente um assunto público. Somente os poucos mais ricos tinham seus próprios banhos particulares, enquanto todos os outros participavam do ritual de banho comunitário, que geralmente ocorria em grandes complexos de banho e incluía massagens, bibliotecas e até mesmo comida e bebida.
Para os gregos antigos, o banho era muitas vezes um ritual de autopurificação antes de ritos religiosos ou de receber convidados. As casas de banho tradicionais em estilo japonês eram usadas inicialmente para fins terapêuticos e religiosos e, posteriormente, como locais de reunião social. Os banyas russos e os hammams turcos também foram centros historicamente importantes de atividades sociais e religiosas.
Fonte: Disponível em https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2025/01/qual-e-a-melhorforma-de-tomar-banho-como-a-humanidade-trocou-os-banhos-coletivos-por-chuveiros. Acesso em 26 jan 2025. (Adaptado)
Observe a charge a seguir:

Fonte: http://www.ivancabral.com/2011/11/charge-do-dia-pleonasmo.html. Acesso em 13 jan 2025.
Na comunicação, é comum o uso de figuras de linguagem para tornar a expressão mais rica e significativa. Uma dessas figuras é o pleonasmo, que pode ocorrer de forma intencional ou de maneira não intencional. A charge apresentada faz uma crítica bem-humorada ao comportamento de políticos, utilizando esse recurso linguístico.
Com base nessa informação, assinale a alternativa que define CORRETAMENTE o que é pleonasmo:
A substituição de uma palavra por outra com sentido oposto para criar contraste ou enfatizar uma ideia oposta.
A repetição de ideias ou palavras, criando redundância ou reforçando um significado já expresso.
O uso de palavras ou fonemas com sons semelhantes para criar musicalidade e sonoridade no texto.
A inversão ou troca da ordem natural das palavras na frase para enfatizar uma ideia.