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Subentende-se da argumentação do texto que "os picos" (l.6)...

1 As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois

níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada.

Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de

4 um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que

classificar por extremos não reflete a complexidade de classes

da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um

7 dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas

preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo

das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do

10 imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora

dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do

ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade

13 capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora

pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por

diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua

16 capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos,

maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos.

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é

19 pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a

história museológica. Mesmo que possamos pensar que

estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica,

22 porquanto símbolos e estereótipos são olhados e

ressignificados em determinado instante social.


Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).


Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens que se seguem.

Subentende-se da argumentação do texto que "os picos" (l.6) correspondem aos mais salientes indicadores de classes - a privilegiada e a não privilegiada -, referidos no texto também como "extremos" (l.5) e "polos" (l.7).


C
Certo

E
Errado