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Em sua obra Nova gramática do português contemporâneo...

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 7.


O 'efeito porta": por que esquecemos o que íamos fazer quando mudamos de cômodo?


Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça. Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o que veio fazer.

Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira, como se o frio pudesse refrescar a intenção que se perdeu com a mudança de ambiente.

A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta para que o cérebro interprete que uma função terminou e outra começou.

Isso ocorre porque nossa memória semântica (que usamos para recordar conceitos) funciona melhor quando está associada à memória episódica (que empregamos para recordar lugares). E esta última está vinculada a chaves contextuais.

Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual escrevo estas palavras.


Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de mergulho


No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos da memória, realizou com seus colegas diversos estudos com um elenco curioso.

No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma equipe universitária de mergulho que memorizasse listas de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos participantes de recordar aquelas palavras, tanto no mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.

O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram melhores resultados.

E, com o passar do tempo, diversos outros estudos confirmaram que o contexto e o próprio estado de espírito desempenham papel fundamental nas funções da memória.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2vômqdv260 - fragmento

Em sua obra Nova gramática do português contemporâneo, Celso Cunha e Lindley cintra afirmam que, nem sempre, as frases se organizam com absoluta coesão gramatical. O empenho de maior expressividade leva-nos, com frequência, a superabundância, a desvios, a lacunas nas estruturas frásicas tidas por modelares. Em tais construções a coesão gramatical é substituída por uma coesão significativa, condicionada pelo contexto geral e pela situação.


Com isso, surgem os vícios de linguagem, que podem ser observados nos trechos a seguir:


I.Julia Roberts é a principal protagonista do filme "Uma linda Mulher".

II. Quando meu irmão chegou de uma viagem longa, abracei-lhe fortemente.

III. É difícil advinhar o que ela está pensando só pelo olhar.


Os vícios de linguagem observados nos trechos acima são, respectivamente:


A

Estrangeirismo, elipse e anacoluto.


B

Pleonasmo, solecismo e barbarismo.


C

Pleonasmo, barbarismo e solecismo.


D

Solecismo, barbarismo e anacoluto.