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A construção da identidade profissional de professores de língua portuguesa em formação inicial
Por Émerson de Pietri, Lívia de Araújo Donnini Rodrigues e Hugo Santiago Sanchez
01 No Brasil, as discussões sobre identidade docente e di....ente tornaram-se fundamentais
02 para a produção acadêmica sobre ensino de língua portuguesa principalmente a partir da década
03 de 1980, quando, com a expansão do sistema público de ensino e a oferta de educação básica
04 obrigatória de oito anos a todas as crianças em idade escolar, camadas da população não letradas
05 e não escolarizadas passaram a frequentar os bancos escolares (Castilho, 1988a, 1988b, 2012;
06 Franchi, 1991; Geraldi, 1984, 1991; Geraldi, Silva e Fiad, 1996; Marinho, 2001; Soares, 1984).
07 A formação docente passou a ser questionada em pesquisas voltadas a compreender as
08 condições que levariam a escola a não atin....ir seus objetivos por causa da prevalência de
O9 tradição pedagógica de caráter normativo/prescritivista (Bagno e Rangel, 2005; Fregonezi,
10 1999). O trabalho docente tornou-se objeto de análises, discussões e proposições com o objetivo
11 de se conhecerem as causas de suas dificuldades e de se proporem con....epções favorecedoras
12 da constituição de práticas de ensino de caráter inovador ou transformador (Aparício, 1999;
13 Silva, Pilati e Dias, 2010; Signorini, 2007).
14 As proposições acadêmicas e pedagógicas para o ensino de língua portuguesa e a formação
15 de professores voltaram-se desde então para questões de identidade docente em sua relação
16 com a tematização da função social e política da educação linguística numa sociedade
17 economicamente desigual como a brasileira. Esses estudos têm observado o desenvolvimento
18 de práticas mais autorais ou mais agentivas dos professores como recursos para se alterarem as
19 condições do ensino de português na escola e os modos como os professores de língua
20 portuguesa se constituem profissionalmente nessas condições (Benevides, 2006; Oliveira,
21 2006). Defende-se a necessidade de considerar a voz dos professores em formação no tocante
22 ao que esta produz a respeito dessa mesma formação (Andrade, 2003). A construção identitária
23 do professor de língua portuguesa, realizada com objetivos de transformação social, poderia
24 então confrontar a imagem negativa que é socialmente construída desse profissional (Kleiman,
25 2006, 2009). O professor posicionar-se-ia como um etnógrafo (Heath, 1983) para conhecer seus
26 alunos e saber quais suas necessidades de aprendizagem em função da cultura de seu grupo
27 social (Kleiman, 2007).
28 Quando se afirma que a formação de professores críticos se orienta pelo princípio de que a
29 ação docente é uma ação de base moral e ética, primeiramente, parte-se do princípio de que o
30 trabalho docente faz do professor um intelectual transformador (Kumaravadivelu, 2012), que
31 pensa sobre sua prática em resposta a necessidades de mudança nos contextos e nos sujeitos
32 que constroem esse contexto colaborativamente, em lugar de um técnico que passivamente
33 aplica métodos, ou de um profissional que não teoriza, mas apenas pratica e reflete sobre sua
34 prática. Consideradas as implicações sociais e didáticas do encontro pedagógico, afirmam
35 Kubanyiova e Crookes (2016, p. 126) a necessidade de evidenciar aos professores de língua em
36 formação as bases morais de sua atuação como agentes que deverão enfrentar realidades
37 políticas, econômicas e sociais para garantir que seus alunos desenvolvam suas possibilidades
38 linguísticas.
(Disponível em: https://www .scielo.br/j/rbedu/a/34PnHM45C5fv5qdgxvWRpZL/?lang=pt - texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 01, 08 e 11.
sc-g-s
sc-g-c
sc-j-c
c-g-c
c-j-s