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“Não existe exercício de poder sem constituição correlata de um campo de saber, e não existe saber que não implique relações de poder” (Foucault, Microfísica do Poder, 1979). Em coberturas jornalísticas sobre pandemias, a mobilização de metáforas bélicas e dados estatísticos revela implicações políticas no discurso informativo.
Com base em Foucault, assinale a alternativa que melhor exemplifica a articulação entre saber e poder nos discursos jornalísticos.
A linguagem jornalística dissolve tensões sociais, convertendo divergências em consensos ideológicos artificiais.
A linguagem jornalística impede multiplicidade hermenêutica, restringindo polifonia textual nos discursos informativos.
A linguagem jornalística preserva neutralidade absoluta, garantindo objetividade plena em diferentes contextos comunicativos.
A linguagem jornalística articula saberes especializados, moldando percepções coletivas mediante estratégias discursivas complexas.
A linguagem jornalística elimina pluralidade interpretativa, impondo consensos artificiais em diferentes esferas comunicacionais.