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Texto para questões de 57 a 59
TEXTO 1
Iracema Tabajara
Sou Auritha Tabajara,
Nascida longe da praia,
Fascinada pelas rimas
E melodia da jandaia.
No Ceará foi a festa,
Meu leito foi a floresta
Nas folhas de samambaia.
A minha essência ancestral
Me encontra cordelizando,
Faz me existir resistindo,
Ao mundo eu vou contando;
Que minha forma de amar
Ninguém vai colonizar,
Da arte sempre vou me armando.
[...]
Eu não sou como Iracema
A de José de Alencar,
Sou do povo TABAJARA
Onde canta o sabiá
Minha aldeia tem imburana
Minha terra é soberana
Pelo toque do maracá.
TABAJARA, A. Disponível em: www.sescsp.org.br.
Acesso em: 12 maio 2025 (fragmento).
Pankararu
Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história?
Não somos daqui
Nem de acolá
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo!
Até onde aguentaremos, meus filhos?...
POTIGUARA, E. Disponível em: www.tyrannusmelancholicus.com.br.
Acesso em: 12 maio 2025.
Durante uma atividade de letramento literário em uma escola indígena, o professor propõe a leitura dos poemas Iracema Tabajara, de Auritha Tabajara, e Pankararu, de Eliane Potiguara. Considerando que o objetivo da atividade é promover, por meio da literatura, a afirmação das identidades indígenas a partir da reflexão sobre saberes e formas de resistência em uma perspectiva crítica e decolonial, selecione a alternativa que contém o fragmento e a reflexão que atendem ao objetivo proposto.
“Ao mundo eu vou contando; / Que minha forma de amar / Ninguém vai colonizar” — revela processo de internalização de heranças culturais coloniais relacionadas a valores afetivos.
“Não somos daqui / Nem de acolá / Estamos sempre ENTRE” — reforça o sentimento de pertencimento que compromete o estabelecimento de raízes culturais da identidade indígena.
“A minha essência ancestral / Me encontra cordelizando, / Faz me existir resistindo” — aponta de que maneira a produção literária se configura como forma de preservação identitária.
“Eu não sou como Iracema / A de José de Alencar, / Sou do povo TABAJARA” — representa um processo de absorção cultural, característico do protagonismo indígena em diferentes escolas literárias.