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Em “Tornaram-se mais passivos, mais dependentes e...

Texto 1 - para as questões de 01 a 09 - IA: Será que chegamos à era da estupidez?


A inteligência artificial nos torna estúpidos? Uma pesquisa recente do MIT diz que sim. Intitulado "Seu Cérebro no ChatGPT", o estudo concluiu que, embora a IA torne as tarefas mais fáceis, os efeitos colaterais podem ser devastadores para nossa autonomia cognitiva.

Durante quatro meses, 54 adultos foram divididos em três grupos para escrever uma série de ensaios. O primeiro usou o ChatGPT. O segundo, o Google. O terceiro, o bom e velho cérebro analógico. Para monitorar a atividade cerebral, os pesquisadores acompanharam, por eletroencefalograma, o funcionamento de 32 regiões do cérebro enquanto cada participante escrevia.

O resultado foi desconfortavelmente previsível. Os usuários do ChatGPT apresentaram o menor engajamento neural e o pior desempenho nos níveis linguístico, comportamental e cognitivo. Resumo: foram os que menos usaram o cérebro. Para piorar, o declínio intensificou-se com o tempo. Tornaram-se mais passivos, mais dependentes e mentalmente letárgicos.

O estudo foi recebido de forma apocalíptica. Reacendeu o velho temor de que a tecnologia esteja roubando aquilo que restava da consciência crítica. Mais relevante do que perguntar se a IA nos emburrece é pensar no que temos feito com a inteligência que ainda nos resta.

Se depender desse estudo, a era da estupidez talvez ainda não tenha chegado. Ao menos não se comparada ao grau de estupidez que somos capazes de alcançar naturalmente.

Lembremos quando as calculadoras surgiram. Elas nos deixaram mais burros? Depende. Quem usa para calcular 7 x 8, provavelmente. Se for para dedicar os esforços cognitivos para tarefas mais complexas, eu diria que não. Fazer divisões longas não é exatamente uma demonstração de produtividade mental.


(Texto de Becky S. Korich, publicado em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/becky-korich/, acesso em 17 de agosto de 2025. Adaptado)

Em “Tornaram-se mais passivos, mais dependentes e mentalmente letárgicos.” O SE empregado é considerado como


A

partícula apassivadora.


B

Objeto direto reflexivo.


C

Índice de indeterminação do sujeito.


D

Objeto direto recíproco.


E

Parte integrante do verbo.