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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Tomar menos café nos faz ter sonhos mais intensos?
Algumas pessoas relatam que, ao reduzir a ingestão de cafeína, passam a ter sonhos mais intensos, como se o conteúdo onírico se tornasse mais vívido e surpreendente. A diminuição do consumo desse estimulante pode, de fato, trazer benefícios evidentes — como dentes mais claros e menor frequência de idas ao banheiro —, mas há também relatos de que, em poucos dias, surge o efeito colateral de sonhos fortes, por vezes perturbadores.
A cafeína é conhecida por manter o corpo em estado de alerta, ao bloquear a ação da adenosina, substância cerebral que se acumula durante o dia e induz ao sono à noite. Em condições naturais, o organismo elimina a adenosina durante o repouso, permitindo que despertemos renovados. Quando ingerida, porém, a cafeína interrompe esse processo, adiando a sonolência. Sua meia-vida varia de três a seis horas, de modo que parte significativa ainda circula no corpo após esse período, interferindo na qualidade do sono. Por isso, o consumo vespertino ou noturno tende a dificultar o repouso.
Os sonhos vívidos são experiências particularmente claras e detalhadas, capazes de evocar emoções intensas e prolongar-se na memória após o despertar. Como a cafeína fragmenta o sono e reduz sua duração profunda sem movimento rápido dos olhos, sua redução favorece um efeito rebote, permitindo que o organismo amplie o tempo dedicado ao sono REM — a fase em que o corpo repousa, mas o cérebro permanece intensamente ativo e propenso à produção de sonhos.
Embora não existam estudos específicos que comprovem de forma direta a relação entre menos cafeína e mais sonhos, há evidências de que a qualidade do sono influencia o conteúdo onírico. Pesquisas com veteranos de guerra, por exemplo, indicaram que pessoas com maior percentual de sono REM relatam mais sonhos vívidos. Isso se explica porque, ao despertar durante essa fase, o sonho ainda está fresco na memória, o que facilita seu registro consciente.
Assim, reduzir a cafeína amplia as oportunidades de sonhar intensamente. É verdade que nem todos terão essa experiência e que o efeito pode ser passageiro, limitando-se a alguns dias ou semanas. Ainda assim, a lógica é plausível: a cafeína altera o sono, o sono altera os sonhos, e a ausência dela abre espaço para que o cérebro dedique mais tempo ao sono REM.
Convém lembrar que a cafeína não está presente apenas no café ou nas bebidas energéticas. Ela também aparece em refrigerantes, chocolates, chás, balas, suplementos e até em medicamentos. Apesar de estar associada a melhorias cognitivas e menor risco de depressão ou doenças neurodegenerativas, seu consumo inadequado prejudica o descanso noturno. Por outro lado, o café oferece nutrientes como vitaminas do complexo B e antioxidantes, integrando uma dieta equilibrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre5xjegp20o.adaptado.
Os sonhos vívidos são experiências particularmente claras e detalhadas, capazes de evocar emoções intensas e "prolongar-se" na memória após o despertar.
A colocação pronominal destacada na frase denomina-se
próclise, pois o pronome "se" está anteposto ao verbo por força de palavra atrativa.
ênclise, pois o pronome oblíquo "se" aparece posposto ao verbo no infinitivo "prolongar", ocorrendo a junção obrigatória nesse contexto.
anáclise, pois o pronome "se" mantém-se afastado do verbo, não se unindo fonologicamente a ele.
mesóclise, pois o pronome "se" está intercalado ao verbo "prolongar" no infinitivo.