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Para responder às questões 03, 04 e 05, leia o texto a seguir.
01 Contam que os métodos pouco ortodoxos do ana-
lista de Bagé (embora ele diga que é “mais orto-
doxo que caixa de maizena”) têm levado uma mul-
tidão de pacientes a procurá-lo. Ele foi obrigado a
05 fazer uma triagem na sua clientela.
Instruiu sua recepcionista Lindaura a cortar os com-
plexos menores, inclusive todos os de inferioridade e
“os Édipos de ambulatório”. Só aceita casos difíceis,
pois, como diz, “cavalo manso é pra ir à missa”. Foi o
10 caso daquele estancieiro rico que já entrou dizendo:
– Meu caso é de esquizofrenia, doutor.
– Oigalê! Já vi que o índio velho é dos que lê bula.
Essa palavra eu só aprendi a dizer dois dias antes
da formatura. Mas se abanque, no más.
15 O estancieiro se deitou no divã coberto com um
pelego. O analista começou a limpar as unhas do
pé com um facão. Falou:
– Quer dizer que o amigo está com esquizofrenia.
– É.
20 – Da braba?
– Da braba.
– Como se manifesta a bicha?
– Personalidade dupla, doutor. Um dia eu sou um,
no outro eu sou outro.
25 – Sei.
– Um dia sou alegre, bonachão, mão aberta. No outro
sou carrancudo, brigão e não abro a mão nem pra
espantar mosca.
– Mas que coisa.
30 – Eu tenho cura, doutor?
– Bueno. Vai ser um tratamento mais comprido que
bombacha de gringo.
Fonte: VERISSIMO, L. F. Todas as histórias do analista de Bagé.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. 76 p. (Adaptado)
Qual alternativa mantém a mesma regra de acentuação das palavras “métodos” (ℓ. 01), “Bagé” (ℓ. 02) e “só” (ℓ. 08), respectivamente?
Édipos; está; já.
Ambulatório; multidão; têm.
Ambulatório; oigalê; está.
Bonachão; está; pé.
Édipos; está; têm.