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“Sendo um diminutivo, o sufixo -inho permite ao falante...

“Sendo um diminutivo, o sufixo -inho permite ao falante expressar, em primeira mão, a pequenez, a escassez, a escala diminuta (face a um marco de referência) de uma dada propriedade. O objeto, a entidade, o evento linguisticamente codificado com - inho apresenta dimensões mais pequenas, mais reduzidas, mais atenuadas, face aos protótipos consensualizados na comunidade. As propriedades envolvidas podem ser de vária ordem, sendo consubstanciais dos denotados que são objeto de avaliação. O sufixo -inho permite, assim, exprimir atenuação, mitigação, pequena distância afetiva (logo: proximidade afetiva, empatia) entre interlocutores, sendo de todos os avaliativos o mais usado não só em Portugal como no Brasil, em todas as faixas etárias, em todas as circunstâncias elocutivas, ainda que seja mais abundante em situações dialógicas do que em contextos de maior formalidade [...].”


RIO-TORTO, Graça - Valores e usos do diminutivo -inho no Português Europeu. Revista de Estudos Linguísticos da Universidade do Porto, nº especial, v. 2, p. 29-51, 2022. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/EL/article/view/12806/11663. Acesso em: 27 nov. 2023.


De acordo com o excerto acima, o uso do sufixo de diminutivo na língua portuguesa


A

é pouco produtivo entre os mais jovens.


B

não tem aplicações para além da denotação de pequenez.


C

é utilizado proficuamente para fazer avaliações em contextos de formalidade.


D

apresenta grande variação diatópica quanto às suas aplicações.


E

tem maior produtividade em contextos dialógicos.