Imagem de fundo

Levando em conta este trecho “Mas que ‘cara de pau’!” (l...

Observe se não está comendo o biscoito do outro


  1. Certo dia uma jovem estava na sala de embarque do aeroporto, à espera de seu voo. Enquanto
  2. esperava, comprou um livro e um pacote de biscoito. Sentou-se numa poltrona para descansar e ler em paz.
  3. Ao lado dela sentou-se um homem.
  4. Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela ficou indignada, mas não
  5. disse nada. Pensou consigo mesma: “Mas que ‘cara de pau’! Se eu estivesse mais disposta, seria capaz até de
  6. lhe dar uma bela lição para que ele nunca mais se esquecesse...”
  7. A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Ela ficou muito enfurecida, a tal ponto
  8. que não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: “O que será que o abusado vai fazer
  9. agora?” Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Foi o máximo para ela,
  10. já chegara ao auge de sua raiva. Pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao avião.
  11. Quando se sentou confortavelmente, para sua surpresa constatou que o seu pacote de biscoito estava
  12. intacto dentro de sua bolsa. Sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela e já não havia mais tempo
  13. para pedir desculpas. O homem dividira os seus biscoitos sem qualquer problema, ao passo que isso a deixara
  14. muito transtornada.
  15. Você respeita o limite do outro ou invade seu espaço sem se dar conta disso? Observe se o biscoito
  16. que você está comendo atualmente é do seu próprio pacote. Cuidado: você pode estar comendo um biscoito
  17. que não seja do seu pacote!


SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1a ed. Campinas: Verus, 2010.

Levando em conta este trecho “Mas que ‘cara de pau’!” (l. 05), o substantivo cara de pau não é hifenizado em razão de qual regra?


A

“Não se emprega, pois, o hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico”.


B

“Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa)”.


C

“Não se emprega, pois, o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos”.


D

“Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.”.