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Observe se não está comendo o biscoito do outro
SALETTE, Maria; RUGGERI, Wilma. Para que minha vida se transforme: histórias selecionadas. 1a ed. Campinas: Verus, 2010.
Levando em conta este trecho “Mas que ‘cara de pau’!” (l. 05), o substantivo cara de pau não é hifenizado em razão de qual regra?
“Não se emprega, pois, o hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico”.
“Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa)”.
“Não se emprega, pois, o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos”.
“Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc.”.