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Quando pronome, a palavra "mais" indica quantidade...

(Texto base para as questões de 21 a 30)


A PALAVRA É NOMOFOBIA


As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao vocabulário especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exagerado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos em geral.

Pesquisa realizada nos Estados Unidos trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alguns estudos avaliam o vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Julia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender as consequências da dependência digital. "A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente daquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas", explica a pesquisadora.

Julia afirma que o uso abusivo de celular afeta mais áreas, "Reduz as amizades e prejudica os relacionamentos, inclusive com a família. E começa a prejudicar outras atividades, como o rendimento escolar, o rendimento acadêmico ou no trabalho. É na hora em que a criança ou o adolescente se afastam da tela, eles sofrem de abstinência, que é uma ansiedade, uma disforia, uma irritação muito grande, que só melhora quando volta a ter contato com as telas e que se parece muito com a síndrome de abstinência de drogas e com outros comportamentos que causam vício."

No Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), é comum a chegada de crianças e adolescentes viciados em celular. Neuropediatra do Hospital, Letícia Sampaio alerta que o uso de celulares e outras telas por crianças e adolescentes pode comprometer o desenvolvimento cerebral. "É um processo contínuo e dinâmico, que vai desde o nascimento até o início da vida adulta. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro vai passar por um crescimento rápido com formação de conexões neurais essenciais. Isso inclui o desenvolvimento de habilidades básicas, como a linguagem e a coordenação motora. Até por volta dos seis anos, também ocorre um processo de desenvolvimento integral nas áreas responsáveis pela linguagem e as habilidades motoras mais finas. E na adolescência, há uma reorganização significativa do cérebro, principalmente nas áreas associadas ao controle dos impulsos e à tomada de decisões. As emoções e o julgamento social representam um período muito importante para o desenvolvimento das habilidades cognitivas superiores e para a maturação do córtex pré-frontal."

Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício e tecnologia existe. Os aplicativos são programados para serem envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: A pessoa não pode ficar desconectada nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais.”

Quando pronome, a palavra "mais" indica quantidade indefinida; quando advérbio, indica intensificação. A palavra "mais" é um pronome em:


A

ficar mais introspectiva (2º parágrafo)


B

celular afeta mais áreas (3º parágrafo)


C

habilidades motoras mais finas (4º parágrafo)


D

comportamento mais compulsivo (5º parágrafo)