Imagem de fundo

Em “... há muitas decisões importantes que estão sendo...

Por que os maiores benefícios da tecnologia raramente chegam ao grande público?

Por Kaushik Viswanat


  1. No novo livro Power and Progress: our 1,000-year struggle over technology and
  2. prosperity, os economistas Daron Acemoglu e Simon Johnson apresentam uma perspectiva
  3. histórica abrangente do quanto os custos e benefícios dos avanços tecnológicos foram
  4. desigualmente distribuídos. A tecnologia, para eles, não é uma força em si mesma, mas uma
  5. ferramenta construída para apoiar os objetivos de pessoas e instituições que detêm o poder na
  6. sociedade. Reivindicar uma parcela justa dos benefícios da tecnologia para o resto da sociedade,
  7. ou seja Imagem associada para resolução da questão para a maior parte da humanidade, requer que se desafie esse poder. No livro,
  8. Acemoglu e Johnson falam sobre as lições que podemos trazer do passado para um melhor
  9. desenvolvimento e aproveitamento da tecnologia hoje e no futuro.
  10. A tese central do livro e o que os motivou a escrevê Imagem associada para resolução da questão lo é a crença de que este é um
  11. momento crítico para pensar no futuro da tecnologia. Segundo os economistas Imagem associada para resolução da questão há muitas
  12. decisões importantes que estão sendo afetadas por um "tecno-otimismo" tanto no mundo
  13. acadêmico quanto no da tecnologia e no da política. Tecno-otimismo é a ideia de que mudanças
  14. tecnológicas extraordinárias automaticamente trarão melhorias para a sociedade, especialmente
  15. para os que estão no mercado de trabalho.
  16. O que sabemos em profundidade sobre história e teoria econômica nos leva a acreditar
  17. que não é bem assim. Ao longo da história, existiram decisões que trouxeram benefícios para
  18. uns e perdas para outros a partir do surgimento de uma tecnologia: ou veio algo próximo de
  19. uma prosperidade compartilhada ou o uso dessa tecnologia ajudou ou destruiu a democracia.
  20. Dessa forma, o propósito de Power and Progress parece ser dissipar a noção de que, na história
  21. da tecnologia, tudo sempre deu certo. Temos escolhas e disputas sobre ela hoje como tivemos
  22. no passado.
  23. Um dos principais conceitos que se discute no livro é a noção de que, quando a tecnologia
  24. melhora, obtém-se melhores salários, mais oportunidades e melhor saúde, e todos acabam
  25. ganhando em algum momento. “Nosso principal problema com essa ideia é o ‘em algum
  26. momento’. Se contarmos desde o início da primeira Revolução Industrial, são 120 anos. No
  27. período de 1720 a 1840 nasceram muitas novas tecnologias, mas sabemos que, na década de
  28. 1840, crianças de até seis anos ainda empurravam carrinhos de carvão do subsolo para fora das
  29. minas”, comenta Johnson.
  30. A IA, por exemplo, tem o poder de iluminar o caminho dos trabalhadores e da sociedade
  31. (ou pode ir na direção da automação, que aprofunda as desigualdades, entrega mais
  32. desinformação e manipula os usuários, que é o que temos visto em mídias sociais). “Nós
  33. realmente nos preocupamos com esse caminho. A sociedade não está se preocupando o
  34. suficiente com isso. Não temos ao menos um conjunto correto de aspirações quanto ao que
  35. devemos querer dessa tecnologia”, enfatiza Acemoglu.

(Disponível em: https://www.mitsloanreview.com.br/post/por-que-os-maiores-beneficios-da-tecnologiararamente-chegam-ao-grande – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “... há muitas decisões importantes que estão sendo afetadas por um ‘tecno-otimismo’ tanto no mundo acadêmico quanto no da tecnologia e no da política”, os termos sublinhados são conjunções que estabelecem relação de:


A

Subordinação, sendo classificadas como conjunções subordinativas condicionais.


B

Coordenação, sendo classificadas como conjunções coordenativas aditivas.


C

Subordinação, sendo classificadas como conjunções subordinativas comparativas.


D

Coordenação, sendo classificadas como conjunções coordenativas explicativas.


E

Subordinação, sendo classificadas como conjunções subordinativas finais.