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Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
O antigo chá de sumiço ganhou uma série de novas variantes na era atual
Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando
os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.
A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou
até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge
5 Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um
relacionamento de repente, interrompendo toda a
comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a
pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao
menos dar o mínimo de satisfação.
10 O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais
comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e
disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir,
em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.
O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há
15 muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.
Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé",
"chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em
inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.
No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática
20 habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou
"passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma.
Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca.
Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting
paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e
25 nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo
masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar
pensão, não conviver, sumir.
Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo",
praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a
30 entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um
"mantemos contato".
Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem
condição de trabalhar com você".
Também existe o "ghosting de amizade", quando um
35 conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece
você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos
de amigos vacilões.
Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular
some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e
40 tampas de caneta.
Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos
brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some
da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma
satisfação.
(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-boggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantes-na-era-atual.shtml. 5.jul.2023)
O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. (L.10-11)
A forma QUE no período acima se classifica como
pronome relativo.
conjunção integrante.
conjunção subordinativa.
substantivo.