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A poética cabralina é marcada pela “arqueação” construtiva do verso, recusa do sentimentalismo e atenção ao trabalho material da linguagem; Manuel Bandeira combina coloquialidade e lirismo modernista; Ariano Suassuna reelabora épico popular com forte oralidade. A crítica reconhece em João Cabral uma ética da forma, que dramatiza o objeto sem derramar emotividade.
Considerando o texto, assinale o enunciado coerente com a poética de João Cabral.
O romance de José Lins cultiva depuração metalinguística rigorosa, abandonando elementos regionais.
A linguagem cabralina privilegia objetividade construtiva, recusando sentimentalismo e excesso ornamental deliberado.
A prosa de Osman Lins dilui forma, subordinando-se integralmente ao conteúdo temático.
O verso suassuniano elimina oralidade popular, buscando universalidade clássica descontextualizada abstrata teatral.
A dicção bandeiriana equipara-se totalmente, adotando idêntica recusa de imagens sensoriais visuais.