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A concordância verbal está adequadamente observada em "Era...

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


A guardiã da rua


Era sábado de manhã quando cinco amigos procuravam um lugar para estacionar o carro. A viagem para o Guarujá tinha sido longa, e todos estavam animados para pisar na areia e cair no mar.

Depois de muito procurar, encontraram uma vaga perfeita na sombra de uma árvore e bem próxima da praia. Comemoraram: seria menos um gasto na viagem.

Enquanto pegavam todas as coisas no porta-malas do Honda Fit, uma senhora se aproximou. De estatura baixa, com um sorriso no rosto, um boné e roupas típicas de quem quer se proteger do sol, Dona Bel se apresentou e disse: "Cuido da rua por 20 reais".

Confusos, todos se entreolharam, assimilando a informação. Um dos amigos já avisou: "Não temos dinheiro". Contrariada, Dona Bel argumenta: "Tudo bem, pode ser 20 reais no pix mesmo. Sabem como é, né? A gente fica de olho nos carros aqui da rua para não acontecer nada de ruim".

Dali em diante, o tom da conversa já não era o mais simpático. O grupo pegou suas coisas e andou em direção à praia, desconversando a proposta da senhora até perdê-la de vista.

O dia estava maravilhoso, mas os gastos, nem tanto. Cem reais pelo guarda-sol e cadeiras, 50 na prancha de bodyboard, 20 para usar o banheiro e por aí vai. Mas o que vale é estar na praia com os amigos, certo? Entre uma conversa e outra, algumas piadas sobre a situação surgiam: "Será que a dona da rua ainda está lá?", "Se não pagarmos, ela vai bater na gente?", "Por 20 reais ela tem que saber lutar com bandidos".

Voltando para o carro, usaram garrafas de água para tirar o sal do corpo e trocaram de roupa dentro do veículo, tudo para não gastar mais 20 reais na ducha do quiosque ao lado.

Dona Bel observava de longe, pronta para cobrar o preço pelo seu serviço. Enquanto se secavam, o grupo de amigos combinava entre sussurros qual seria o plano para pular no carro e ir embora sem pagar nada.

Devagar, Dona Bel levantou e caminhou em direção ao grupo. Imediatamente, todos entraram no carro e saíram dali. No banco de trás, os meninos gritavam: "Corre que a Bel tá vindo! Ela vai bater na gente!", e todos riam sem fôlego, sentindo a adrenalina que a fuga da senhorinha mal-humorada causou.


LEANDRO, Beatriz Garcia. A guardiã da rua. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 691/1544/6178 . Acesso em: 14 nov. 2025.

A concordância verbal está adequadamente observada em "Era sábado de manhã quando cinco amigos procuravam um lugar para estacionar o carro", em conformidade com a regra geral segundo a qual o verbo deve concordar, em número e pessoa, com o sujeito da oração.


Considerando, porém, que há casos específicos envolvendo sujeito único, é INCORRETO afirmar que:


A

Quando o sujeito é representado por expressões partitivas (a maioria de, parte de, uma porção de, metade de) acompanhadas por nome, o verbo pode concordar com o partitivo ou com o nome.


B

Quando o sujeito é precedido por expressões como cerca de, mais de, menos de e outras que indicam quantidade aproximada, o verbo concorda com o numeral.


C

Quando o sujeito é indeterminado, o verbo vai para a terceira pessoa do singular. Porém, quando a indeterminação é indicada pela partícula se, o verbo fica no plural.


D

Quando o sujeito é o pronome relativo que, o verbo concorda em número e pessoa com o antecedente do pronome.