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“Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia.” A palavra...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 3.


Furto de flor


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond de. Furto de flor. Contos plausíveis. 1985. Disponível em < https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/ >.

“Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia.”


A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:


A

“mudava para cores mais vivas”.


B

“ganhava força e vitalidade”.


C

“perdia a cor, a força”.


D

“bebia cada vez mais água”.


E

“pedia cada vez mais água”.