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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 28.
Por que alguns animais conseguem ingerir veneno e enganar a morte
As dez cobras enfrentavam uma situação difícil.
Recolhidas na Amazônia colombiana, as jabutiboias (Erythrolamprus reginae) permaneceram em cativeiro sem comida por vários dias, até ganharem de presente uma presa nada apetitosa: sapos-flecha (Ameerega trivittata).
A pele dessa espécie de sapo contém toxinas mortais, como histrionicotoxinas, pumiliotoxinas e decaidroquinolinas, que interferem nas proteínas celulares essenciais.
Seis das jabutiboias preferiram passar fome. As outras quatro deslizaram intrepidamente para caçar.
Mas, antes de engolir a refeição, elas arrastaram os sapos no chão, como fazem algumas aves para retirar as toxinas das suas presas, segundo a bióloga Valeria Ramírez Castañeda, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, que conduziu o experimento com seus colegas.
Três das quatro cobras sobreviveram à refeição, o que indica que seus corpos conseguiram lidar com as toxinas remanescentes.
Os seres vivos produzem moléculas mortais destinadas a matar seus inimigos há centenas de milhões de anos.
Primeiro, vieram os micróbios, que usavam substâncias para eliminar concorrentes ou atacar células hospedeiras sendo invadidas. Depois, os animais, para matar presas ou afastar predadores, e as plantas, para se defender dos herbívoros.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyk56ll223o
"Recolhidas na Amazônia colombiana, as jabutiboias (Erythrolamprus reginae) permaneceram em cativeiro sem comida por vários dias, até ganharem de presente uma presa nada apetitosa: sapos-flecha."
Os vocábulos apresentados nas alternativas a seguir estão grafados corretamente com hífen pela mesma regra que justifica a hifenização de sapos-flecha, exceto:
andorinha-do-mar.
bem-te-vi.
leão-marinho.
cão-de-guarda.