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As reflexões contemporâneas sobre os usos da linguagem evidenciam que o texto é uma unidade de sentido que se concretiza socialmente em diferentes gêneros, os quais mobilizam tipos textuais conforme as intenções comunicativas e os contextos de circulação. Assim, compreender o modo como as sequências tipológicas (narração, descrição, argumentação, exposição e injunção) se articulam aos gêneros (artigo, notícia, bilhete, carta, entre outros) é essencial para o reconhecimento das práticas discursivas. Considerando essas noções, assinale a alternativa que expressa análise correta e coerente com essa perspectiva teórica.
A tipologia textual define as formas discursivas socialmente estabilizadas em práticas recorrentes de linguagem, sendo, portanto, mais condicionada pelo contexto extralinguístico do que pela estrutura interna do texto.
O gênero textual remete às formas linguísticas fundamentais da comunicação (como narrar, descrever ou argumentar), ao passo que a tipologia textual refere-se às práticas situadas e reconhecíveis socialmente, como artigo de opinião, edital ou carta formal.
A distinção entre tipologia e gênero textual é meramente didática, uma vez que ambas as categorias são invariavelmente determinadas pela intenção comunicativa e pelo tema abordado no texto.
Enquanto os gêneros textuais correspondem às sequências linguísticas prototípicas estruturadas por funções comunicativas específicas, as tipologias textuais classificam-se por predominância de traços estruturais e funcionais, podendo coexistir no interior de um mesmo gênero.