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A partir do aporte teórico dos Estudos Pós-coloniais, que investigam os dispositivos discursivos de dominação e resistência presentes na literatura produzida em contextos coloniais e pós-coloniais, assinale a alternativa que apresenta, de forma correta e relevante, uma obra e seu respectivo autor cuja contribuição é reconhecida como estruturante para essa corrente crítica.
Roland Barthes, O Prazer do Texto, que estabelece a noção de autor como instância soberana e centra a análise na autoridade semântica do discurso europeu sobre o colonizado.
Edward Said, Orientalismo, que problematiza a construção do “Oriente” como alteridade subordinada, demonstrando o caráter político e epistemológico das representações ocidentais.
Northrop Frye, Anatomia da Crítica, que defende a universalidade das formas literárias, utilizando categorias fixas que reforçam o apagamento das diferenças coloniais nas literaturas periféricas.
Roman Jakobson, Linguística e Comunicação, que formula o conceito de função poética com ênfase em línguas hegemônicas, excluindo problematizações identitárias e históricas ligadas ao colonialismo.
T. S. Eliot, Tradition and the Individual Talent, que valoriza o cânone europeu como parâmetro absoluto de referência estética, sem incorporar debates sobre hibridismo ou subalternidade.