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Leia o texto abaixo para responder às questões de 6 a 10:
O perigo de se apegar a animais de estimação, segundo a psicologia
Um estudo desenvolvido por estudantes de psicologia da PUC-RS relaciona o apego excessivo a animais de estimação a riscos psicológicos como neuroticismo, depressão, ansiedade e uma maior vulnerabilidade emocional.
De acordo com a pesquisa, realizada com mais de 2,6 mil usuários em uma pesquisa conduzida de forma remota, “gostar demais” dos animais de estimação, como cães e gatos, costuma estar relacionado a uma tendência de substituição de relações humanas próximas por elos familiares com pets, chamados de “vínculos ultrafusionalmente dependentes”.
Esse quadro pode acentuar sintomas depressivos e a ansiedade, além de promover o isolamento social, indicam os pesquisadores. Situações de alerta podem envolver hábitos como dormir frequentemente ou diariamente com o pet na cama, tratá-lo de forma excessivamente “humanizada” e reduzir interações sociais para passar mais tempo com os bichinhos, diz a pesquisa.
A relação assimétrica também contribui com comportamentos neuróticos e com o encobrimento de problemas interpessoais nos donos, que costumam “transferir” funções psicológicas fornecidas por relações humanas ao animal.
Mas os sintomas não são só humanos: o apego ansioso com os animais pode se manifestar comportamentalmente nos próprios bichinhos, que desenvolvem síndromes ansiosas, como a do abandono, ao serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Chamada “síndrome da ausência do dono”, esse fenômeno tem origem na “dependência extrema” do contato humano.
Enquanto vínculos equilibrados tendem a melhorar o bem-estar humano e a promover situações de mais extroversão e sociabilidade, os vínculos ansiosos e a preocupação excessiva com os pets aumentam o risco de depressão.
De acordo com um relatório desenvolvido na França, Baromètre Facco-Odoxa 2024, até 85% dos donos de pets do país consideram que seus animais de estimação melhoram sua saúde mental, mas cerca de 26% admitem ser “emocionalmente dependentes” deles.
Isso significa que mesmo eventos naturais, como uma viagem ou, mais grave, a eventual morte dos bichinhos, podem ser traumáticos e difíceis de serem superados pelos donos mais ansiosos, que praticam essa espécie de “hiperapego”.
De acordo com o relatório, alguns sinais devem ser observados no caso de uma socialização desequilibrada com os animais:
• Você não suporta a ideia de deixar seu animal de estimação, mesmo que por algumas horas.
• Você reduziu suas interações sociais para ficar com ele.
• Você sente angústia emocional só de pensar que ele pode envelhecer ou morrer.
• Você fala mais com seu animal de estimação do que com as pessoas ao seu redor.
• Você o humaniza a ponto de lhe dar emoções ou responsabilidades que não lhe pertencem.
(SILVA. Anne. https://www.msn.com/pt-br/saude/other/o-perigo-de-se-apegar-a-animais-de-estimação)
Observe os trechos:
Trecho 1: “gostar demais dos animais de estimação […] costuma estar relacionado a uma tendência de substituição de relações humanas próximas por elos familiares com pets.”
Trecho 2: “Alguns sinais devem ser observados no caso de uma socialização desequilibrada com os animais: você não suporta a ideia de deixar seu animal de estimação, mesmo que por algumas horas.”
Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta sobre o uso de metáfora e de metonímia.
No Trecho 1, “elos familiares com pets” funciona como metáfora, representando relações humanas; no Trecho 2, não há metáfora nem metonímia, pois o texto é literal.
No Trecho 1, há metonímia, pois “elos familiares” substituem diretamente relações humanas; no Trecho 2, há metáfora ao transformar a ideia de apego em ação concreta.
Ambos os trechos usam metáfora, pois conceitos abstratos (relações, apego) são expressos por termos concretos; não há metonímia.
No Trecho 1, não há figuras de linguagem; no Trecho 2, “não suporta a ideia” é metáfora do sofrimento emocional.
No Trecho 1, há metáfora, ao transformar relações humanas em “elos com pets”; no Trecho 2, há conotação, mas sem metáfora ou metonímia.