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Considerando o emprego dos pronomes e a sua função no...

Os filtros da memória


A memória, do ponto de vista científico, é uma função essencial do cérebro e, ao mesmo tempo, carrega muitos mistérios em relação à forma como ela funciona e se manifesta durante nossa vida. “Ela é a capacidade do cérebro de codificar, armazenar e recuperar informações”, começa a esclarecer Gustavo Yamin Fernandes, coordenador da equipe de psiquiatria do Hospital Samaritano Higienópolis.

Ainda segundo o profissional, esse processo acontece em diferentes fases: codificação (quando percebemos e interpretamos um evento), armazenamento (que costuma envolver o hipocampo) e recuperação (o famoso lembrar de algo). Mas há um porém: nem tudo o que vivemos chega ao estágio final.

O cérebro seleciona o que grava. “Momentos emocionalmente marcantes ou que causaram grande impacto são mais facilmente lembrados”, afirma o psiquiatra. “Isso acontece porque emoções fortes ativam áreas do cérebro ligadas à sobrevivência, como a amígdala, que, por sua vez, influencia diretamente o armazenamento dessas memórias”, completa.

Já o que é neutro ou rotineiro tende a se apagar com o tempo. Isso não significa que não tenha sido vivido, apenas que o cérebro não o considerou relevante o suficiente para guardar. E podemos pensar que isso é, de certo modo, positivo. Afinal, imagina se lembrássemos com riqueza de detalhes de todos os dias da infância – das refeições, dos trajetos até a escola, dos banhos, roupas – seria exaustivo e até confuso. O esquecimento, nesses casos, é uma forma de organização interna.

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Ana Kubata. Os filtros da memória. Revista Mente Afiada, nº 26, maio de 2025 (adaptado).

Considerando o emprego dos pronomes e a sua função no texto, assinale a única alternativa que apresenta uma análise correta.


A

O pronome “ela”, em “carrega muitos mistérios em relação à forma como ela funciona” (1º parágrafo), é um pronome oblíquo comfunção de objeto direto, referindo-se àmemória.


B

O pronome “sua”, em “por sua vez, influencia diretamente o armazenamento dessas memórias” (3º parágrafo), é um pronome possessivo, que indica a posse do hipocampo.


C

O pronome “o”, em “...o cérebro não o considerou...” (4º parágrafo), é um pronome pessoal do caso oblíquo, que retoma a ideia de “o que é neutro ou rotineiro”.


D

O pronome “isso”, em “Isso não significa...” (4º parágrafo), é um pronome pessoal do caso reto, que retoma a ideia de que o que é neutro ou rotineiro tende a se apagar.


E

O pronome “nossa”, em “nossa vida” (1º parágrafo), é um pronome demonstrativo, que indica a vida de quem fala.