Leia com atenção o seguinte texto, retirado do Livro dos Erros, organizado por Mário Goulart:
“O empresário Danilo Bastos comprou cenários e guarda-roupa para uma peça sobre Lucrécia Bórgia. Contratou Nestor de Holanda para escrever o texto e deixou claro:
- O primeiro ato termina com Alexandre VI coroando Lucrécia rainha da Itália.
Nestor se admirou:
- Lucrécia nunca foi rainha da Itália.
Danilo não quis saber:
- Ah, se nunca foi, vai ser. Gastei mais de um milhão nos cenários e no guarda-roupa. Não posso perder esse dinheiro.”
No segmento do texto:
“- O primeiro ato termina com Alexandre VI coroando Lucrécia rainha da Itália.”
A forma verbal de gerúndio “coroando” está empregada de forma correta.
Dentre as frases retiradas do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, assinale a única incorreta no uso do gerúndio.
— Você quer encarregar-se disto? – propôs ele ao companheiro, parando ambos à espera do bonde; se quiser pode tratar, que lhe darei uma gratificação menos má...
...era vista com frequência a dar de mamar a um pequerrucho de poucos meses, empinando muito a barriga para a frente, pelo hábito de andar sempre grávida.
...que muitas vezes lhe arrancara, a ele, sinceras lágrimas de comoção, declamando no teatro em honra da moral triunfante e estigmatizando o adultério com a retórica mais veemente e indignada.
O rapaz não respondeu à carta, e, daí a meses, desaparecendo Pombinha da casa da mãe, essa quase morre de desgosto.
A cadeia continuava e continuaria interminavelmente; o cortiço estava preparando uma nova prostituta naquela pobre menina desamparada, que se fazia mulher ao lado de uma infeliz mãe ébria.