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Assinale a alternativa que justifica o emprego não culto da...

TEXTO I


A aprovação do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) 2025- 2027, principal instrumento da política brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 5 de março. O III Plansan reforça o compromisso do Governo Federal de retirar o Brasil do Mapa da Fome até 2026.

A decisão pela aprovação unânime foi tomada pelo Pleno Ministerial da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ainda na segunda quinzena de fevereiro. O documento estabelece 18 estratégias intersetoriais e 219 iniciativas voltadas à segurança alimentar e nutricional e considera desafios como aumento dos preços de alimentos, fome em territórios específicos (Amazônia, povos indígenas e população em situação de rua) e impactos das mudanças do clima.

“É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome e garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira”, pontuou o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).


Disponível em: <https://www.gov.br/secom/ptbr/assuntos/noticias/2025/03/plano-de-seguranca-alimentar-e-nutricional-projeta-que-brasil-saira-do-mapa-da-fome-ate-2026>. Adaptado. Acesso em: 20 de maio de 2025.


TEXTO II


A CASA QUE A FOME MORA

(...)


Eu pensava que a fome

Fosse magricela e feia,

Mas era uma sereia

De corpo espetacular

E quem iria culpar

Aquela linda princesa

De tirar o pão da mesa


Dos subúrbios da cidade

Ou pisar sem piedade

Numa criança indefesa?


Engoli três vezes nada

E perguntei o seu nome

Respondeu-me: sou a fome

Que assola a humanidade,

Ataco vila e cidade,

Deixo o campo moribundo,

Eu não descanso um segundo

Atrofiando e matando,

Me escondendo e zombando

Dos governantes do mundo.



Me alimento das obras

Que são superfaturadas,

Das verbas que são guiadas

Pro bolsos dos marajás

E me escondo por trás

Da fumaça do canhão,

Dos supérfluos da mansão,

Da soma dos desperdícios,

Da queima dos artifícios

Que cega a população


(...)


Se vocês continuarem

Me caçando nas favelas,

Nos lamaçais das vielas,

Nunca vão me encontrar,

Eu vou continuar

Usando o terno xadrez,

Metendo a bola da vez,

Atrofiando e matando,

Me escondendo e zombando

Da burrice de vocês.


Fonte: Melo, Antônio Francisco Teixeira. A casa que a fome mora. Fortaleza: Imeph, 2016. p. 8.


TEXTO III

Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Portal DCM, Diário do Centro do Mundo. Disponível em: <https://shre.ink/eFqT>. A imagem mostra um homem com roupas remendadas e duas moedas na mão diante de um local com placa “ossougue”, onde estão expostos ossos. Acesso: 07 de junho de 2025.

Assinale a alternativa que justifica o emprego não culto da vírgula no enunciado do Texto I: “É um marco no processo de reconstrução das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, e parte do esforço do governo brasileiro de erradicar novamente a fome (...).”.


A

A vírgula é empregada para separar dois elementos coordenados de grande extensão, tendo em vista descongestionar sintaticamente o período.


B

O uso da vírgula se justifica pela intenção de destacar a expressão “parte do esforço do governo brasileiro”, conferindo-lhe maior relevância discursiva no enunciado.


C

A pontuação é necessária para evidenciar uma relação adversativa implícita entre “marco no processo de reconstrução” e “parte do esforço do governo brasileiro”.


D

A vírgula sinaliza um processo de elipse do verbo “é”, indicando que a estrutura do período não está completa semanticamente sem essa pausa.