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Vaca Estrela e boi Fubá
Seu doutor me dê licença pra minha história contar
Hoje eu tô na terra estranha, é bem triste o meu penar
Mas já fui muito feliz vivendo no meu lugar
Eu tinha cavalo bom e gostava de campear
E todo dia aboiava na porteira do curral
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela
Ô ô ô ô Boi Fubá
Eu sou fio do Nordeste, não nego meu naturá
Mas uma seca medonha me tangeu de lá pra cá
Lá eu tinha o meu gadinho, num é bom nem imaginar
Minha linda Vaca Estrela e o meu belo Boi Fubá
Quando era de tardezinha eu começava a aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela
Ô ô ô ô Boi Fubá
Aquela seca medonha fez tudo se atrapaiá
Não nasceu capim no campo para o gado sustentar
O sertão esturricou, fez os açude secar
Morreu minha Vaca Estrela, já acabou meu Boi Fubá
Perdi tudo quanto tinha, nunca mais pude aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela
Ô ô ô ô Boi Fubá
Hoje nas terra do sul, longe do torrão natá
Quando eu vejo em minha frente uma boiada passar
As água corre dos óio, começo logo a chorá
Lembro a minha Vaca Estrela e o meu lindo Boi Fubá
Com saudade do Nordeste, dá vontade de aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela
Ô ô ô ô Boi Fubá
(Patativa do Assaré.)
Não nasceu capim no campo para o gado sustentar. A expressão destacada na sequência funciona sintaticamente como:
Complemento nominal do termo campo.
Oração subordinada adjetiva explicativa.
Oração coordenada assindética.
Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
Oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.