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A produção textual, em qualquer esfera de circulação, envolve escolhas linguísticas e estilísticas que não se restringem a uma ornamentação retórica, mas que constroem sentidos, posicionamentos e vínculos comunicativos específicos. Ao articular figuras de linguagem e recursos expressivos a uma função dominante da linguagem, o autor produz efeitos que escapam à literalidade e convocam o leitor à interpretação discursiva. Com base nesse entendimento, é correto afirmar que:
a função metalinguística, quando dominante, neutraliza os efeitos estilísticos, pois concentra-se na explicação da própria linguagem, utilizando termos técnicos e evitando construções ambíguas ou expressivas que comprometam a clareza conceitual.
a função poética, ainda que frequentemente associada à literatura, pode manifestar-se em textos de natureza argumentativa, sobretudo quando se observa o predomínio da expressividade formal e da construção estética do enunciado como estratégia de sedução discursiva.
a predominância da função conativa em textos publicitários exige a neutralidade estilística e a economia de figuras de linguagem, uma vez que os objetivos persuasivos são melhor alcançados por construções linguísticas diretas e denotativas.
a presença da função referencial, típica de textos expositivos e jornalísticos, torna inadequado o uso de recursos figurativos, já que sua função é transmitir dados objetivos e imunes à subjetividade do autor, evitando ambiguidade de leitura.


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