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A descrição da língua, em seus níveis morfossintático, semântico e normativo, envolve o reconhecimento da organização hierárquica das unidades linguísticas, a identificação dos papéis semânticos e funções sintáticas dos constituintes oracionais, bem como o domínio das regras de concordância, regência e colocação. Tais aspectos revelam a complexidade do funcionamento gramatical da língua, cuja observação atenta é imprescindível tanto para a análise quanto para o uso preciso do idioma. Diante desse quadro, é correto afirmar que:
a classificação de um vocábulo em determinada classe gramatical depende unicamente de sua forma morfológica, uma vez que os aspectos sintáticos e semânticos não interferem na definição de sua categoria lexical.
os pronomes de tratamento, por sua morfologia de 2ª pessoa e sentido de 3ª, exigem a flexão verbal na 2ª pessoa e a concordância nominal com o referente direto, ainda que o discurso adote tom cerimonioso.
os processos de subordinação revelam dependência semântica e estrutural entre orações, permitindo o mapeamento de papéis temáticos como agente, paciente, experienciador ou beneficiário, conforme a transitividade do verbo regente.
a identificação do sujeito de uma oração está condicionada à sua posição linear antes do verbo, sendo, portanto, um elemento sintático previsível e constante, o que justifica o uso de estratégias fixas de análise estrutural.