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A organização dos sentidos no texto envolve relações lógico-semânticas que dependem tanto das escolhas linguísticas quanto da ativação de conhecimentos mobilizados pelo leitor. Em contextos em que diferentes gêneros e práticas discursivas circulam simultaneamente, a interpretação exige integrar pistas formais, expectativas comunicativas e processos inferenciais.
Portanto, complementa-se esse pressuposto teórico considerando que:
A coerência resulta da linearidade argumentativa, e a coesão se institui pela ordem sintática, garantindo fluidez sem que o leitor ative esquemas interpretativos adicionais.
A coerência emerge da construção global de relações semânticas, enquanto a coesão materializa nexos linguísticos, ambas demandando integração entre perspectiva discursiva, inferências e marcas formais.
A coerência decorre da recorrência lexical, e a coesão se realiza pela continuidade temática, pois sentidos mantêm regularidade quando estruturas reiteram tópicos previsíveis.
A coerência depende da uniformidade informacional, e a coesão atua como mecanismo de equivalência semântica que reduz ambiguidades nos enunciados.
A coerência se estabelece pela fixidez dos encadeamentos, e a coesão opera pela manutenção de formas explícitas, assegurando sentidos estáveis entre segmentos textuais.