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Em “A empresa queria entender o que explicava essa...

O que a ciência diz sobre exaustão, falta de sono e queda de produtividade

Por Isis Borge

  1. No mundo do trabalho, a alta performance ainda costuma ser associada a intensidade,
  2. disponibilidade constante e agenda cheia. Mas a ciência tem mostrado algo diferente: exaustão
  3. não sustenta desempenho. Ela o compromete.
  4. Recentemente, uma empresa passou a mapear executivos elegíveis para promoção a
  5. cargos de diretoria. Na prática, o trabalho consiste em conversar com esses profissionais e
  6. identificar potenciais ajustes comportamentais e pontos a desenvolver. Nessas conversas, um
  7. caso chamou a atenção: um executivo tecnicamente sólido, reconhecido pela inteligência
  8. estratégica e pela sua capacidade analítica. Ele alterna momentos de brilhantismo com erros
  9. considerados bobos pela organização. Oscila na constância, na produtividade e, principalmente,
  10. na qualidade das decisões. A empresa queria entender o que explicava essa instabilidade.
  11. Ao aprofundar a conversa, um fator ficou evidente: exaustão agravada pela privação de
  12. sono e pelo alto nível de estresse. Ele acorda no meio da noite tenso com pendências que, às
  13. vezes, procrastina justamente por estar esgotado. Quando está mais cansado, abandona a rotina
  14. de esportes. Dorme menos, rende menos e decide pior. É um ciclo discreto, mas visivelmente
  15. presente. A literatura científica explica bem esse fenômeno. O Centers for Disease Control and
  16. Prevention (CDC), dos Estados Unidos, aponta que a privação de sono afeta diretamente a
  17. atenção, o tempo de reação, o julgamento e a tomada de decisão. Não se trata apenas de
  18. cansaço, mas de comprometimento de funções executivas.
  19. Pesquisadores da Harvard Medical School publicaram um ensaio clínico randomizado com
  20. mais de 1.300 trabalhadores, demonstrando que intervenções para melhorar o sono resultaram
  21. em aumento de produtividade, melhoria de desempenho e redução de faltas no trabalho. Ou
  22. seja, dormir melhor produziu impacto objetivo nos resultados. No dia a dia, quase todas as
  23. pessoas conhecem alguém que viveu algum colapso por exaustão. No entanto, o verdadeiro
  24. diferencial competitivo de longo prazo não está, segundo os pesquisadores, em quem trabalha
  25. mais horas: destaca-se quem preserva clareza mental para decidir melhor, com constância.
  26. O mercado de trabalho seguirá exigindo velocidade. Isso não vai mudar. Carreiras não
  27. fracassam apenas por incompetência técnica. Às vezes, fracassam também por desgaste mental
  28. e emocional.

(Disponível em: https://vocerh.abril.com.br/coluna/isis-borge/o-que-a-ciencia-diz-sobre-exaustao-falta-de-sono-e-queda-de-produtividade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “A empresa queria entender o que explicava essa instabilidade”, se a palavra “empresa” for flexionada no plural, quantas outras alterações serão necessárias para a manter a correta concordância do trecho?


A

1.


B

2.


C

3.


D

4.