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TEXTO I Teresinha de Jesus Terezinha de Jesus De uma queda foi ao chão Acudiram três ca...

TEXTO I Teresinha de Jesus Terezinha de Jesus De uma queda foi ao chão Acudiram três cavaleiros Todos os três chapéus na mão O primeiro foi seu pai O segundo, seu irmão O terceiro foi aquele Que a Teresa deu a mão[...] Cantigas populares. Disponível em: https://www.letras.mus.br/cantigas-populares/984009/. Acesso em 21 de março 2026.


TEXTO II Teresinha O primeiro me chegou Como quem vem do florista Trouxe um bicho de pelúcia Trouxe um broche de ametista Me contou suas viagens E as vantagens que ele tinha Me mostrou o seu relógio Me chamava de rainha Me encontrou tão desarmada Que tocou meu coração Mas não me negava nada E, assustada, eu disse "não"

O segundo me chegou Como quem chega do bar Trouxe um litro de aguardente Tão amarga de tragar Indagou o meu passado E cheirou minha comida Vasculhou minha gaveta Me chamava de perdida Me encontrou tão desarmada Que arranhou meu coração Mas não me entregava nada E, assustada, eu disse "não"

O terceiro me chegou Como quem chega do nada Ele não me trouxe nada Também nada perguntou Mal sei como ele se chama Mas entendo o que ele quer Se deitou na minha cama E me chama de mulher Foi chegando sorrateiro E antes que eu dissesse não Se instalou feito um posseiro Dentro do meu coração HOLANDA, Chico Buarque de. 1999. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45180/. Acesso em 21 de março 2026.


A cantiga “Terezinha de Jesus”, de tradição popular, e a canção “Teresinha”, de Chico Buarque (1999), apresentam elementos em comum em sua construção. Nessa relação, a intertextualidade se estabelece por meio


A

da ressignificação da estrutura tradicional, ao deslocar a personagem feminina para uma posição ativa na escolha afetiva.


B

da retomada da narrativa tradicional, mantendo a centralidade da ação masculina e a posição passiva da personagem feminina.


C

da atualização do enredo popular, preservando sua estrutura básica, mas sem promover alterações relevantes na construção de sentidos.


D

da valorização dos elementos musicais da cantiga, com foco na repetição estrutural e na manutenção do padrão narrativo original.


E

da ruptura com a tradição popular, ao eliminar referências estruturais e temáticas reconhecíveis da cantiga.