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TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.
O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).
Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.
A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.
Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).
CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
Considerando o texto e seus mecanismos de coesão textual, que garantem a articulação entre as partes do texto por meio de elementos linguísticos (como pronomes, conjunções e elipses), assinale a alternativa correta.
No trecho “Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto” (1º parágrafo), o pronome demonstrativo destacado é um recurso de coesão sequencial que introduz uma informação inédita sobre a origem do estresse crônico.
No trecho “O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana (...) Assim, as ameaças consistentes de morte (...) são situações diárias” (2º parágrafo), o conectivo destacado estabelece uma relação de oposição entre o trauma vivido e a rotina do agente.
No trecho “Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho” (3º parágrafo), a expressão “o autor” constitui um mecanismo de coesão por substituição lexical que faz referência direta a Nicolau (2009), citado no início do texto.
No trecho “Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença” (4º parágrafo), o termo “Isto” é um elemento coesivo catafórico, pois antecipa a explicação sobre o estágio grave das doenças.
No trecho “Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas” (5º parágrafo), o pronome relativo “cuja” estabelece uma ligação coesiva de posse entre o termo antecedente “profissionais” e o substantivo subsequente “função”.