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Leia o texto para responder às questões de 04 a 10:
Consumo consciente precisa ser meta para o novo ano
Mal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, a sociedade brasileira é rapidamente impelida para o próximo ciclo de expectativas: a virada de ano. Entre os brindes de esperança e as promessas de renovação, uma realidade mais árida se impõe nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito. Celebrações à parte, o ciclo do consumismo transforma a alegria das festividades em uma “ressaca financeira” prolongada.
O período que compreende o Natal e o Réveillon é, historicamente, o motor do varejo. Estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que o Natal sozinho movimenta dezenas de milhões de reais na economia brasileira. Contudo, esse impulso é movido, muitas vezes, por um crédito que cobra juros exorbitantes. Segundo dados recentes do Banco Central, a taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem ao não conseguirem quitar o valor total da fatura — ultrapassa a marca de 400% ao ano.
O consumismo, porém, não é apenas um fenômeno econômico; é uma construção cultural de urgência. A necessidade de “começar o ano de cara nova” — seja trocando de smartphone, de carro ou renovando o guarda-roupa — é alimentada por um marketing agressivo que ignora a capacidade real de pagamento do cidadão. O resultado é um ciclo vicioso em que a satisfação imediata da compra é substituída pela angústia da inadimplência.
Nesse sentido, é preciso que as resoluções de ano novo extrapolem a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer. O “consumo consciente” precisa deixar de ser um termo distante e se tornar uma prática de sobrevivência doméstica. Além dos benefícios individuais, há o impacto coletivo, considerando que o conceito tem uma preocupação também com a mitigação de danos ambientais.
A transição de dezembro para janeiro marca o encontro do desejo com a realidade. Enquanto o primeiro é o mês do bônus e do 13º salário, o segundo chega acompanhado de siglas conhecidas e temidas: IPVA, IPTU e as despesas escolares. A economia da virada dos calendários exige, mais do que nunca, equilíbrio.
Planejar os gastos de janeiro com antecedência e priorizar o pagamento das contas fixas sobre os desejos supérfluos é o primeiro passo para garantir que o “Feliz Ano Novo” não seja apenas uma frase protocolar, mas uma realidade financeira para os próximos 12 meses.
(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 26.12.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
As resoluções de ano novo têm de extrapolar a perda de peso ou a mudança de hábitos de lazer, pautando-se pelo consumo consciente, que trazem muitos benefícios individuais.
Estimativas feitas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que se movimentam bastantes dezenas de milhões de reais apenas no Natal.
A taxa média do cartão de crédito rotativo — para onde muitos brasileiros recorrem quando não dispõe de recursos suficientes para quitar a fatura — supera a marca de 400% ao ano.
Entre os brindes de esperança e as promessas de renovação, que são comum à época, uma realidade mais árida se estabelece nos bastidores das famílias: a fatura do cartão de crédito.
Mal os ecos das celebrações natalinas se dissipam, os cidadãos brasileiros são impelido para o próximo ciclo, com a alegria das festividades transformadas em “ressaca financeira”.