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Leia o poema “Língua-Mar”, do cearense Adriano Espínola (1952):


1 A língua em que navego, marinheiro,

na proa das vogais e consoantes,

é a que me chega em ondas incessantes

à praia deste poema aventureiro.


5 É a língua portuguesa, a que primeiro

transpôs o abismo e as dores velejantes,

no mistério das águas mais distantes,

e que agora me banha por inteiro.


9 Língua de sol, espuma e maresia,

que a nau dos sonhadores-navegantes

atravessa a caminho dos instantes,


12 cruzando o Bojador de cada dia.

Ó língua-mar, viajando em todos nós!

No teu sal, singra, errante, a minha voz.


Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre o poema:


I. A primeira estrofe (linhas ou versos 1 a 4) é composta por três orações, sendo que a oração principal tem como sujeito “a língua”.

II. A outra oração, que começa no primeiro verso, é uma subordinada adjetiva restritiva.

III. Na linha 13, a expressão “língua-mar” exerce a função de sujeito.

IV. O entusiasmo do poeta pela língua portuguesa faz com que ele a considere acima das outras.

V. Na última linha, o verbo “singrar” é sinônimo de “navegar”.

VI. A presença do mar – em termos como “espuma”, “nau”, “navegantes”, “sal” – é uma referência à exploração portuguesa de novas terras.


Assinale a alternativa CORRETA:


A

Somente as afirmativas I, II, III e V são verdadeiras.


B

Somente as afirmativas I, II, V e VI são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas I, III IV e V são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas II, IV e VI são verdadeiras.


E

Somente as afirmativas III, IV e VI são verdadeiras.