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Quando o humor ultrapassa o limite e vira intolerância ou racismo em sala de aula
Por Ruam Oliveira
01 _____ muito se debate quais são os limites do humor. Ainda que antiga, a discussão
02 sempre ressurge quando uma piada considerada ofensiva – ou de fato ofensiva – ganha palco
03 nas conversas on e offline.
04 A escola, como parte da sociedade, não está livre de vivenciar momentos nos quais piadas
05 que ferem os direitos humanos resultam em discriminação contra professores, estudantes e
06 demais integrantes da instituição. Discriminação não é bullying e nem mesmo pode ser
07 interpretada como brincadeira. O que fazer então nesses casos?
08 Racismo geralmente é o que mais aparece em muitas dessas “piadas”. De acordo com
09 Iara Viana, assessora da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica na Secretaria
10 Estadual de Educação de Minas Gerais, as bases para evitar que situações como essas continuem
11 se repetindo é criar uma escola com princípios ____________, na qual diferentes atores da
12 comunidade escolar se engajam para pensar estratégias educativas, reflexivas e preventivas.
13 Muito do que é considerado humor, na verdade, é “racismo recreativo”. O termo foi
14 aprofundado por Adilson Moreira, doutor em Direito Antidiscriminatório pela Universidade de
15 Harvard (Estados Unidos), no livro “Racismo Recreativo”, que faz parte da coletânea
16 “Feminismos Plurais”, organizada pela socióloga Djamila Ribeiro. Em linhas gerais, esse tipo de
17 racismo se manifesta por meio de “piadas” ou “brincadeiras” que associam características físicas
18 e/ou culturais de pessoas pretas e indígenas a algo negativo ou inferior.
19 Iara ressalta que as relações raciais no Brasil ainda são marcadas por contradições, e
20 mesmo diante das evidentes desvantagens sociais vivenciadas pela população negra, ainda
21 _____ segmentos da sociedade que negam a existência do racismo, tanto oficialmente quanto
22 no senso comum. Para estar preparado para lidar com essas questões, a formação continuada é
23 uma forte aliada.
24 “Acredito que os professores precisam compreender que a promoção das relações étnico-
25 raciais e do combate ao racismo não são optativas ou negociáveis. Estão previstas na legislação,
26 por intermédio das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08. Independentemente de crenças pessoais,
27 lacunas na formação inicial ou continuada, são ações inerentes ao fazer pedagógico dos
28 docentes”, afirma Joana Oscar, coordenadora na Coordenadoria de Diversidade, Cultura e
29 Extensão Curricular da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
30 Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Alana e pelo Instituto Geledés destacou que
31 71% das cidades brasileiras ainda não implementam a Lei nº 10.639/03, que se destina ao ensino
32 de história e cultura africana e afro-brasileira. O levantamento foi feito a nível nacional, com a
33 participação de 1.187 secretarias municipais de educação.
34 As abordagens podem ser diferentes, mas o ideal é que nenhuma manifestação racista
35 seja ignorada. Iara avalia que, ao se deparar com qualquer manifestação ofensiva, o professor
36 deve interromper a aula imediatamente e iniciar outro tipo de debate, contextualizando que os
37 atos de racismo são considerados crime, fazendo as advertências devidas, informando à direção
38 e solicitando uma conversa com a família.
(Disponível em: https://porvir.org/quando-humor-ultrapassa-o-limite-e-vira-intolerancia-ou-racismo-em-sala-de- aula/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento adaptado “a formação continuada é uma forte aliada”, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O sujeito é representado pela expressão “a formação”.
( ) O sujeito é classificado como simples.
( ) O predicado é classificado como verbal.
( ) O fragmento possui adjunto adverbial.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – F – F.
V – F – F – V.
F – V – V – V.
V – F – V – F.
F – F – F – V.