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Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
revela uma estratégia didática pautada na recepção estética presente no processo individual de construção de sentidos, contribuindo para o desenvolvimento da competência literária.
apresenta uma concepção de leitura que considera o texto literário como objeto de estudo autocentrado em termos de análise simbólica, desafiando a criação de critérios avaliativos objetivos.
reflete uma prática de ensino alternativa à fruição da leitura que promove uma abordagem centrada nas interpretações e experiências do leitor, relativizando o papel da mediação docente.
ilustra uma tendência de ensino que articula literatura a temas sociais, implicando uma abordagem do texto literário como foco para a construção de identidades em detrimento das dimensões estéticas e ideológicas.


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