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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir:


Vou lhe contar, cidadão,

Uma história bem brejeira

Que começou numa feira

Pelas bandas do sertão

E de forma bem ligeira

Chegou à terra inteira

Causando admiração.


Severino Rio Grande

Fazia muito cordel

Falava até de bordel

Assim a arte se expande

De soldado, coronel,

Matuto, arranha-céu,

Falava até de Gandhi.

[...]

O tempo não vai pra trás

e aquele nosso rapaz

ia se adaptando

a tudo que a vida traz

nada nunca é demais

e foi se modernizando.


A maquininha Olivetti

Que usou anos seguidos

Inda tinha nos ouvidos

Qual serpentina e confete

Mas a marca dos sabidos

Que ganhou novos sentidos

Agora era a Internet. [...]


Sempre aparece questão

Sobre esse novo meio

Mas é somente esperneio

De gente falando em vão

Basta fazer um passeio

Sem cavalo e sem reio

Para entender o bordão.


Por que o computador

Pode chegar ao sertão

E na Internet não

Tem lugar pra rimador?

É uma aberração

Grande discriminação

Que ele não tolerou.


Acho que dei o recado

Quem quiser diga o contrário

Pois em todo abecedário

Tem alguém inconformado

E nesse rimar diário

Quero o futuro no páreo

Mas não esqueço o passado.


MEDEIROS, Walter. A peleja do cordel de feira com a internet.

Disponível em: http://paginas.terra.com.br/arte/ cordel. Acesso em: 18 out. 2022. Adaptado.


Sobre a literatura e a cultura do cordel, é possível afirmar:


A

A literatura de cordel chegou ao Brasil, no período imperial, com os franceses e se tornou um meio de eternizar as narrativas cantadas pelos repentistas populares do Nordeste brasileiro.


B

O cordel nasceu no Brasil e se popularizou por meio da exposição dos papéis pendurados em cordas — ou cordéis, como são chamadas no Nordeste.


C

Os cordéis, com linguagem rebuscada e rica em rimas, espalharam-se pelo Brasil por meio dos repentistas — poetas, músicos e escritores de bancada.


D

Todos os meios de comunicação acabam se constituindo como novos espaços de produção e divulgação dos cordéis, assim como o rádio serviu como veículo de divulgação para os cordelistas e repentistas.


E

A literatura de cordel é muito conhecida por suas pinturas, as quais ilustram as páginas dos poemas e, nessa linguagem, é muito usado o desenho manual que não se repete.