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Na primeira linha do texto o autor afirma que seu professor...

Leia o texto abaixo para responder às próximas questões:


O assassino era o escriba


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito

inexistente.

Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,

regular como um paradigma da 1ª conjugação.

Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,

ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito

assindético de nos torturar com um aposto. Casou com

uma regência.

Foi infeliz.

Era possessivo como um pronome.

E ela era bitransitiva.

Tentou ir para os EUA.

Não deu.

Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.

A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,

conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.

Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.


Paulo Leminski

Na primeira linha do texto o autor afirma que seu professor de análise sintática era um sujeito inexistente, possivelmente referindo-se a alguma característica de sua personalidade. Entretanto, essa classificação realmente está prevista pelas regras da gramática.


Assinale a alternativa que apresente um sujeito inexistente:


A

Encontraram provas irrefutáveis de seu envolvimento com o crime


B

Gostaria de encontrar-me contigo mais vezes


C

Tem chovido demasiado nas últimas semanas


D

Viajaremos durante todas as férias


E

Nos últimos, passei por acontecimentos inusitados