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Leia o trecho textual abaixo para responder às questões 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 13, 14 e 15.
Há aproximados 58 anos, em 10 de dezembro de 1964, Martin Luther King recebia o Prêmio Nobel da Paz.
Martin Luther King, dirigente do movimento negro americano e forte defensor dos direitos civis, nasceu em Atlanta, em 1929, e estudou teologia na Universidade de Boston. Desde jovem, tomou consciência da segregação social e racial sofrida pelos negros de seu país e, em especial, os dos estados sulistas.
Convertido em pastor batista, em 1954 ele se encarregou de uma igreja na cidade de Montgomery, no Alabama, onde deu as primeiras mostras do seu carisma e da sua firme decisão de lutar pela defesa dos direitos civis com métodos pacíficos, inspirando-se na figura de Mahatma Gandhi e na teoria da desobediência civil de Henry David Thoreau. Pouco tempo depois de chegar a Montgomery, organizou e dirigiu um boicote maciço de quase um ano contra a segregação nos ônibus municipais.
A fama de Martin Luther King se estendeu rapidamente por todo o país e, em seguida, ele assumiu a direção do movimento pacifista americano, primeiro por meio da Southern Christian Leadership Conference (SCLC) e, mais tarde, do Congress of Racial Equality; como membro da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor, abriu outra frente para conseguir melhoras em suas condições de vida.
Em visita à Índia, em 1959, King pôde desenvolver sua compreensão da Satyagraha - princípio de persuasão não violenta de Gandhi, que King havia decidido empregar como principal instrumento de protesto social. No ano seguinte, deixou a sua paróquia em Montgomery para assumir, com o pai, a Igreja Batista Ebenézer, em Atlanta, o que lhe permitiu participar de forma mais eficaz na liderança nacional do movimento pelos direitos civis.
Nesse momento, a liderança negra estava sofrendo uma transformação radical. Centrada originalmente na reconciliação, agora requeria uma mudança. As diferenças de ideologia e jurisdição entre a SCLC e outros grupos - o Black Power e os Muçulmanos Negros - foram inevitáveis, mas o prestígio de King garantiu que a não violência fosse a estratégia principal de resistência. Em 1960, ele dirigiu uma grande campanha a favor dos direitos civis em Birmingham, no Alabama, para acabar com a segregação e conseguir melhor educação e condições de vida nos estados do Sul. Foi preso e depois libertado por intervenção de John F. Kennedy, então candidato à presidência dos Estados Unidos, e conquistou para os negros a igualdade de acesso às bibliotecas, aos restaurantes e aos estacionamentos.
Em 1963, sua luta alcançou um dos momentos culminantes, quando ele liderou uma gigantesca marcha sobre Washington; participaram 250 mil pessoas, diante das quais pronunciou o seu famoso discurso I have a dream ("Tenho um sonho"). Foi recebido pelo presidente Kennedy, que se comprometeu a agilizar sua política contra o segregacionismo nas escolas e no desemprego, que afetava de modo especial a comunidade negra.
King recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964, mas a influência dos grupos nacionalistas violentos - Black Power, Panteras Negras e Muçulmanos Negros -, nos bairros negros, sobretudo nos guetos de Nova York e outros estados do Norte, punham em perigo a sua mensagem pacifista. Em março de 1965, ele liderou uma manifestação de milhares de defensores dos direitos civis, que percorreram quase 100 quilômetros, de Selma, onde haviam ocorrido atos de violência racial, a Montgomery.
365 dias que mudaram o mundo / tradução por Mariana Marcoantonio. 1 ed. São Paulo: Planeta, 2014, pp. 745/746. Adaptado.
Assinale a alternativa cuja primeira palavra foi passada para o singular corretamente na segunda palavra:
escolas - escolar
condições - condição
culminantes - culminou
ônibus - onibus
municipais - município