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Texto para as questões de 1 a 6.
No Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Piauí (Core‑PI), a atuação do Assistente Jurídico exige domínio da linguagem técnico‑administrativa, pois a tramitação de processos, a análise de requerimentos, a elaboração de manifestações e o acompanhamento de atos normativos dependem de registros claros e juridicamente consistentes. Em um órgão de fiscalização profissional, a escrita não se limita à transmissão de dados: ela organiza fundamentos, delimita responsabilidades, previne interpretações incompatíveis e contribui para a segurança dos atos praticados.
A comunicação institucional eficiente pressupõe precisão vocabular, impessoalidade, coesão e respeito à norma‑padrão. Um parecer, uma notificação ou uma informação processual mal estruturada pode produzir ruído interpretativo, sobretudo quando emprega conectores inadequados, pronomes sem referente claro, pontuação imprecisa ou formas verbais incompatíveis com o grau de formalidade exigido. Nesses casos, o problema linguístico ultrapassa o plano estético e alcança a própria regularidade da atuação administrativa.
No desempenho de suas atribuições, o Assistente Jurídico deve reconhecer que a clareza não se confunde com simplificação excessiva. Textos institucionais precisam ser acessíveis, mas também tecnicamente suficientes. Por isso, a seleção de palavras, a articulação entre orações, a observância da regência e da concordância, o emprego adequado da crase e a colocação correta dos pronomes átonos constituem recursos indispensáveis à produção de documentos seguros, coesos e compatíveis com o interesse público.
Assim, a competência linguística não representa mero atributo acessório: integra a própria qualidade do serviço prestado pelo Core‑PI. Quando a linguagem é usada com rigor, os atos administrativos tornam‑se mais transparentes, as decisões ficam mais bem fundamentadas e a relação entre o órgão, os profissionais registrados e a sociedade tende a ser fortalecida.
Fonte: BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3. ed. Brasília: Presidência da República, 2018; BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 37; BRASIL. Lei n.º 4.886/1965 (com adaptações).
Assinale a opção correta, quanto à regência verbal e à nominal e quanto ao emprego do sinal indicativo de crase, de acordo com a norma‑padrão.
No trecho “a escrita não se limita à transmissão de dados”, o emprego da crase decorre da regência do verbo “limitar‑se” e da presença de artigo feminino antes de “transmissão”.
No trecho “contribui para a segurança dos atos praticados”, a substituição de “para” por à preserva a correção gramatical do fragmento.
No trecho “compatíveis com o interesse público”, a substituição de “com” por a é obrigatória pela regência nominal do adjetivo.
No trecho “dependem de registros claros e juridicamente consistentes”, a substituição da preposição “de” por em mantém a correção gramatical do fragmento.
No trecho “ela organiza fundamentos, delimita responsabilidades, previne interpretações incompatíveis”, a inserção da preposição “em” antes de “fundamentos” preserva a correção gramatical do fragmento.