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Leia o texto a seguir.


Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.


CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1979.


A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em


A

garantir que o ensino literário integre a análise formal da obra com a reflexão sobre os dilemas da sociedade, promovendo o diálogo com áreas como história, sociologia e filosofia.


B

possibilitar a análise do texto literário em conjunto com o estudo de escolas literárias e à biografia do autor, sem incidência de questões sociais.


C

priorizar o desenvolvimento da leitura literária como documentos históricos para comprovar fatos sociais ou políticos.


D

permitir que o professor adote uma postura neutra em relação às problemáticas sociais apresentadas nas obras, deixando que o aluno enxergue por si essas questões nos textos.