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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Tombamentos ajudam a proteger comunidades quilombolas
A festa de São Benedito, a igreja local, as reminiscências deixadas pela matriarca estão entre os bens materiais e imateriais que passaram a ser reconhecidos, na última semana, quando a comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS), se tornou o primeiro quilombo do país tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, vivem mais de 400 pessoas, que têm o território urbano reconhecido e esperam pela titulação.
Para uma das diretoras da associação dos moradores, Vânia Lúcia Duarte, de 50 anos, o reconhecimento ajuda na preservação de uma comunidade já espremida pela especulação imobiliária.
"O tombamento é muito importante para a visibilidade e afirmação de nossa luta", diz Vânia, que sempre viveu na comunidade.
A Constituição de 1988, no artigo 216, diz que devem ser "tombados todos os documentos e sítios detentores de reminiscências históricas de antigos quilombos". Uma portaria do governo regulamenta os procedimentos.
A novidade sobre o avanço dos tombamentos de comunidades quilombolas foi um dos temas tratados durante das atividades dos últimos três anos feito pelo Iphan. O atual presidente do instituto, Leandro Grass, explicou, nessa terça-feira (17), que os quilombos que podem solicitar o tombamento constitucional são aqueles que a Fundação Palmares já certificou.
"O tombamento traz um aspecto muito importante porque a política do patrimônio cria uma camada a mais de proteção para essas comunidades", argumentou.
Além do tombamento da comunidade em Campo Grande, há outros 23 quilombos na fase de documentação em que os moradores participam apontando o que deveria ser tombado. Mais 15 casos estão em análise pelos especialistas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Além das comunidades tradicionais, Leandro Grass defendeu que a participação da população é fundamental para a defesa do patrimônio. Nesse processo de conscientização, ele citou que, entre os desafios brasileiros (e também internacionais) está o contexto das mudanças climáticas como ameaça aos bens materiais e imateriais.
O presidente do instituto citou que um programa, denominado Conviver, apoia moradores de cidades históricas em que o patrimônio cultural está por todos os lados. "O Iphan capacita para a conservação de casas, espaços públicos, práticas e saberes", Até o momento, o projeto está implantado em 28 cidades e tem investimentos de R$ 33,4 milhões.
"A própria comunidade, que é capacitada com formação de mão de obra, passa a ser protagonista da preservação de seus lugares".
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/tombamentos-ajudam-proteger-comunidades-quilombolas
"A própria comunidade, que é capacitada com formação de mão de obra, passa a ser protagonista da preservação de seus lugares".
Com base na ortografia da palavra 'mão de obra', analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
A grafia 'mão de obra', sem hífen, está em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico, segundo o qual, em regra, as locuções deixam de ser grafadas com hífen, como ocorre em 'café com leite' e 'fim de semana'. Entretanto, o vocábulo 'andorinha-do-mar' mantém corretamente o hífen por se tratar de uma composição vocabular regida por regra específica distinta.
A expressão 'mão de obra' deveria ser grafada com hífen, 'mão-de-obra', pois se trata de substantivo composto formado por elementos que, individualmente, já possuem sentido próprio, critério que, pelo Acordo Ortográfico vigente, determina obrigatoriamente o uso do hífen em compostos cujos elementos conservam sua autonomia semântica, assim como ocorre com 'ervilha-de-cheiro'.
A expressão 'mão de obra' é grafada sem hífen por ser classificada como locução adjetiva, uma vez que exerce a função de modificador do substantivo 'formação' no trecho, indicando o tipo de capacitação oferecida à comunidade, o que a aproxima gramaticalmente de locuções adjetivas como 'de qualidade' e 'de excelência'.
O vocábulo 'mão de obra', sem hífen, está em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico, segundo o qual as locuções unidas por preposição deixam de ser grafadas com hífen, como ocorre em 'cor de rosa' e 'água de colônia', permanecendo o hífen apenas nos compostos formados por justaposição sem elemento de ligação, como 'guarda-chuva' e 'terça-feira'.